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Eu realmente quero entender por que as pessoas ainda insistem que podem encontrar algum tipo de privacidade ao utilizar qualquer aplicativo que tem o nome Mark Zuckerberg envolvido de alguma forma. É como se as pessoas realmente acreditassem em coisas fantasiosas ou ilusórias. Ou na realidade alternativa que o menino Zuck tenta vender, pregando que “a prioridade” é a privacidade dos usuários.

Putz…

Um dos fenômenos da internet são as perguntas anônimas. Essa prática é velha: começou nos finados fóruns de internet, onde o usuário criava um apelido qualquer para poder navegar em várias páginas, blogs e grupos de discussão. Era uma beleza: zero de exposição, e 100% de possibilidade de tirar as pessoas do sério com o escudo do anonimato.

Com o tempo, plataformas como Ask e, mais recentemente a Curiouscat, ganharam certa relevância entre os aplicativos mais utilizados na internet para se comunicar com outras pessoas através de uma dinâmica mais interativa e, de certo modo, espontânea, pois o anonimato garante isso (de alguma forma).

O Instagram percebeu que essa seria uma tendência na web, e desde 2018 implementou nos seus stories os stickers que buscam incentivar a dinâmica de perguntas e respostas que, na sua teoria, são anônimas. Mas você sabe como é: estamos falando de um produto “by Facebook”, e o histórico das redes sociais nos quesitos de segurança e privacidade não é dos melhores.

Logo, a pergunta não é tão absurda assim, e vamos tentar respondê-la da forma mais precisa possível nesse post.

 

 

 

As perguntas anônimas no Instagram… realmente são anônimas?

 

 

Desconfio que você já deve saber a resposta a essa altura do post, mas é melhor responder isso de forma clara, para não deixar margem de dúvida.

E a resposta é…

NÃO!

Quando o sticker é ativado pelo visitante da postagem, o criador do post nos stories é identificado. Porém, quando a resposta é publicada, o nome de usuário fica oculto. Ou seja, pelo menos uma das vias dessa comunicação fica sabendo quem interagiu com essa conversa.

Isso fez com que outras redes sociais fossem criadas, cujo eixo central são as perguntas que são feitas de forma realmente anônima.

O principal atrativo desses novos apps é que as perguntas que são realizadas pelos usuários são realmente anônimas, o que facilita (para muitos) a interação entre as pessoas que talvez não teriam coragem em fazer essa pergunta para outros usuários em outras redes sociais, justamente porque precisam dar a cara para bater ao fazer a pergunta.

 

 

 

O Instagram pode oferecer essa possibilidade no futuro?

 

 

Pelo menos em um futuro a curto prazo, não.

Você até pode pedir por mudanças em suas redes sociais, mas as chances de você não ser ouvido são consideráveis. Por exemplo, o Twitter disse um contundente NÃO aos pedidos pelo recurso de edição dos tweets enviados, e algo parecido (mesmo que de forma tímida) acontece com o Instagram.

Muita gente considera esse recurso de anonimato como algo necessário, mas por enquanto esses gritos não são ouvidos. Porém, os engenheiros do Instagram estão cientes o tempo todo das exigências dos usuários para otimizar a experiência de navegação.

Mas uma coisa é certa: não espere por anonimato completo no Facebook. E você sabe muito bem por que não deve esperar por essa tal privacidade nos aplicativos de Mark Zuckerberg.


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