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HP OmniBook 5: o notebook OLED que quer ser o MacBook Neo

A nova versão do HP OmniBook 5 tem uma vontade enorme de rivalizar com o MacBook Neo da Apple. Claro, pois a proposta aparentemente funcionou com o seu público-alvo.

Quem não podia pagar caro para ter um MacBook abraçou o Neo com força. Logo, o mercado tem que lançar propostas com o sistema Windows, só para não ficar para trás.

A HP não parece ter muito boa vontade com o mercado brasileiro, mas fico na esperança de ver um dia esse notebook por aqui.

Por isso, vou gastar meu precioso tempo falando sobre ele neste blog. Espero não estar sozinho no interesse pelo seu lançamento por aqui.

Quem sabe a HP se convence em trazer o produto para cá.

 

A aposta na tela OLED em um notebook de entrada

A HP ao menos está tentando algo no novo OmniBook 5. Vamos ver se tem potencial para conseguir.

O design do aparelho chama atenção pelo acabamento em alumínio e pelas quatro opções de cor: prata, azul, rosa e verde-claro. Claro, pois se vai imitar a Apple, que entregue algo próximo na estética do produto.

Pelo menos isso.

A HP informa que o OmniBook 5 tem apenas 11,77 mm de espessura e pesa 1,16 kg, além de contar com uma dobradiça que abre até 180 graus, um detalhe útil para quem gosta de compartilhar a tela ou trabalhar em posições diferentes.

Mas a grande carta escondida na manga da HP para este produto é mesmo no display.

A tela OLED tem resolução WUXGA, de 1920 × 1200 pixels, proporção 16:10 e brilho de 300 nits, o que já oferece mais espaço vertical para documentos e sites em comparação com painéis 16:9.

Considerando que este é um notebook “de entrada”, isso aqui chama a atenção de muitos.

Vale ficar atento: uma versão com resolução 2,5K, suporte a toque e brilho de 620 nits só deve aparecer em março de 2027, então não se confunde com o modelo que será lançado agora.

 

O que impulsiona o desempenho do OmniBook 5?

Por dentro, a configuração de entrada usa o processador Intel Core 5 320, da família Wildcat Lake, com dois núcleos de desempenho e quatro de baixo consumo, totalizando seis núcleos.

A HP afirma que o chip dá conta de estudos, trabalho e entretenimento, mas não há como garantir que ele supere o rival da Apple sem testes comparativos. O anúncio oficial ainda prevê opções com até Intel Core 7 e NPU integrada.

Sendo bem direto: a comparação não pode ser em performance bruta. Deve se direcionar para as possibilidades de uso.

O MacBook Neo chama a atenção por permitir fazer o básico bem-feito, mas cobrando menos que os notebooks mais caros da Apple. E aqui, temos que focar na produtividade.

Dá para dizer que o OmniBook 5 deve ir bem no essencial, mas sem ambições de permitir edições de vídeo com longa autonomia de bateria, tal e qual o notebook da Apple que ele tenta copiar.

Aceita… não podemos ter tudo nessa vida.

A memória RAM de 16 GB e o SSD de 512 GB na versão básica são pontos fortes para a categoria.

Já a promessa de até 42 horas de bateria vem de um teste da própria HP com vídeo local em Full HD, brilho de 200 nits e conexão sem fio ativada, mas sem rede conectada, ou seja, são condições bem específicas que podem não se repetir no uso real.

Vá com expectativas baixas neste aspecto. Se receber pelo menos um dia longe da tomada, você já está no lucro.

Por fim, o notebook traz duas portas USB-C multifuncionais e acompanha um carregador compacto GaN de 65 W.

 

Minha opinião sobre o HP OmniBook 5

Nos Estados Unidos, o HP OmniBook 5 estará disponível pela loja da HP e varejistas selecionados a partir de outubro de 2026, e o seu preço inicial sugerido é de R$ 699,99 (ou R$ 3.645 na conversão direta, mas sem impostos ou custos de importação).

Ele não tem previsão de lançamento para o mercado brasileiro. e considerando que ele se posiciona como uma alternativa ao MacBook Neo, precisamos esperar pelos primeiros reviews e feedbacks dos usuários.

É natural que os usuários do Windows queiram um ultrafino compacto e de baixo custo para chamar de seu. E até acredito que o HP OmniBook 5 pode ser uma das alternativas.

Porém, ainda vejo que a competição com o MacBook Neo é descabida.

São mundos e propostas diferentes. E mesmo com o público-alvo similar, eles contam com objetivos relativamente diferentes.

É claro que a HP tenta surfar no hype do MacBook Neo de alguma forma. Mas acredito que ela não consegue roubar o usuário da Apple.

Quer sim conquistar aquele que usa o Windows, mas que gostaria de ter um notebook no estilo Neo, mas não encontrou opções disponíveis no mercado.

A HP saiu na frente. As demais que corram atrás.

E é isso. Se o OmniBook 5 chegar ao Brasil, eu te aviso.

 

Via Showmetech