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Os ciberataques aos hospitais e postos de saúde estão aumentando durante a pandemia do coronavírus, com delinquentes digitais distribuindo links que podem infectar os sistemas informáticos com um ransomware.

Dessa forma, os hospitais podem entrar em colapso, sendo incapazes de seguir recorrendo aos seus sistemas informáticos para trabalhar. Especialistas alertam que podemos estar à beira de um ataque global de phishing utilizando o coronavírus como desculpa para invadir computadores ao redor do mundo.

 

 

 

O coronavírus como ferramenta para instalar ransomware

 

 

E-mails, mensagens de texto e outras vias de comunicação estão chegando aos profissionais de saúde, que são convidados a clicar nesses links para exibir mais informações sobre a pandemia. Na prática, os links levam para a instalação de ransomwares, sem que o usuário saiba. É uma campanha de distribuição internacional de ameaças virtuais, e qualquer sistema de saúde do planeta pode ser o alvo.

Um desses ransomwares que está correndo a internet nos últimos dias é o Netwalker, e tem o mesmo efeito produzido pelo WannaCry há três anos, que atacou diversas empresas ao redor do mundo, bloqueando computadores e exigindo um resgate em criptomoedas para devolução dos dados sequestrados.

É um ataque dirigido e muito sádico. Muitos são os e-mails de phishing circulando ao redor do mundo que se disfarçam de informações legítimas para enganar os usuários e infectar equipamentos com ransomware. Sem falar nos novos sites que compilam mensagens falsas que já foram confirmadas por outros veículos que são com conteúdos falsos.

 

 

 

Ainda existe alguma ética no cibercrime

 

 

Nem é preciso dizer o quão nefasta é essa postura. Em um momento como esse, os cibercriminosos que querem deixar os sistemas de saúde em colapso só podem representar o que há de pior dentro do ser humano.

Porém, existe um movimento com um componente relativamente honesto entre alguns grupos de cibercriminosos. Vários dos responsáveis pelo desenvolvimento de alguns ransomwares confessam que sempre procuraram evitar atacar hospitais e residências de idosos.

Atacar um hospital é atacar um código de criptografia a troco de nada, pois invadir esses sistemas não afeta de forma direta as empresas farmacêuticas, que são as que ganham muito dinheiro com o pânico gerado nas pessoas (de acordo com a teoria dos delinquentes que entendem valer a pena atacar hospitais).

Outros grupos de cibercrime emitiram comunicados públicos informando que pararam todas as atividades que vão contra organizações médicas, até que a pandemia do COVID-19 fique estabilizada.

Até mesmo os criadores do Netwalker, um dos ransomwares mais frequentes nos hospitais atacados, indicam que nunca tiveram a intenção em atacar hospitais, e que tudo foi uma infeliz coincidência. Reforçam que foram afetados por acidente, e que os responsáveis terão que pagar por todos os problemas causados.

 

 

Via Bleeping Computer


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