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A pandemia global mudou as nossas vidas por completo, e o mundo que conhecíamos antes do isolamento social simplesmente não existe mais. Pouco podemos dizer sobre como será o futuro depois que tudo isso passar, e nem mesmo temos qualquer tipo de certeza sobre como tudo será a médio prazo.

Enquanto isso, temos que reaprender a viver com regras diferentes. E uma dessas regras está na cada vez mais crescente possibilidade de trabalhar em ambientes fechados. Algumas regras e dogmas sobre o ambiente laboral foram derrubados com esse que é o maior experimento de tele trabalho, abrindo as portas para novos cenários onde o home office cobra muito mais força do que antes, e cujas consequências certamente vão se refletir nos escritórios que, se não desaparecerem para muitas empresas, podem diminuir drasticamente e mudar o seu modelo de negócio e operações.

 

 

 

Empresas com 300 funcionários, escritórios para 150

 

 

O problema pode afetar não apenas aos proprietários dos escritórios, mas também a todo um tecido comercial ao redor deles, como restaurantes, cafeterias e transporte privado. Também deve afetar os impostos municipais, pois com um menor número de escritórios ativos teremos uma menor arrecadação fiscal dos municípios.

Como você pode constatar, o impacto da pandemia atual e as mudanças de comportamento que a mesma gera nos diferentes setores de comércio podem gerar reflexos e consequências que vão muito além da crise financeira prevista por muitos economistas, pois vai incluir uma sensível mudança no perfil de funcionamento de várias empresas de pequeno e médio porte.

A ideia de colocar 7 mil pessoas para trabalhar em um mesmo edifício fatalmente será repensado por alguns anos por conta da crise sanitária atual, e algumas empresas já se antecipam nesse sentido. Por exemplo, o Google está reconsiderando os seus contratos imobiliários para se adaptar a um maior volume de tele trabalho, e o Twitter já decidiu que o home office passou a ser uma opção permanente para os funcionários que assim solicitarem, deixando a sua mão de obra mais distribuída.

Algumas editorias online já trabalham dessa forma. Vários dos redatores e editores estão espalhados em diferentes pontos do Brasil e do mundo, produzindo conteúdo e enviando suas matérias de forma remota. E essa tendência parece que será adotada pelo jornalismo tradicional.

 

 

Já algumas editorias tradicionais anteciparam que não pretendem renovar o contrato de aluguel de seus escritórios no final de 2020, optando por espaços de trabalho menores e com um número de profissionais reduzido trabalhando neles, com o objetivo de potenciar o tele trabalho. Já outros setores do comércio anunciaram que boa parte do seu time de funcionários não vai retornar aos escritórios quando a pandemia acabar.

Alguns países trabalham em legislações específicas para tornar o tele trabalho e o home office um direito para os trabalhadores cuja função permite a sua execução de casa, e para quem tem filhos menores de 14 anos, mantendo todos os direitos laborais previstos.

Um fato que você precisa compreender (e, se possível, aceitar) é que o tele trabalho e o home office se tornaram uma realidade, e apesar da transição não acontecer da melhor forma e não ser algo total ou imediata, já podemos sentir os efeitos de uma metamorfose gradual, cujos efeitos práticos vão se refletir nas mecânicas profissionais em diferentes setores nos próximos anos.


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