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Lembra da Motorola? Então, ela era uma gigante da telefonia, perdeu prestígio com a era dos smartphones e foi adquirida pelo Google. E o que o Google fez? Deu um pouco de relevância para a marca com ótimos smartphones como as séries Moto G e Moto X para depois descartá-la, deixando nas mãos da Lenovo. Agora, a gigante de Mountain View, através da sua empresa mãe, a Alphabet, quer comprar a Fitbit.

E você deve se preocupar um pouco com isso.

 

 

Nós já vimos esse filme antes

 

 

A empresa centrada em tecnologias para atividades fitness, que no passado adquiriu a Pebble (que entregou excelentes smartwatches, construindo uma legião de fãs e inspirando alguns relógios inteligentes que hoje fazem sucesso), estaria na alça de mira da gigante norte-americana devoradora de dados. Quem revela esses planos é a Reuters.

Por enquanto, tudo o que estamos comentando nesse post são apenas rumores, mas de uma fonte que, convenhamos, não ia publicar essa matéria na internet se não encontrasse muita fumaça indicando possível incêndio.

Se esse movimento se concretizar, ele é, no mínimo, estranho. Com a chegada de players orientais nesse segmento (Xiaomi e Huawei como exemplos mais clássicos), a Fitbit perdeu parte de sua cota de mercado no segmento. Quais seriam os planos do Google para essa empresa?

A mesma fonte indica que a aquisição da Fitbit teria como principal objetivo obter o sistema de dados que a empresa gerencia, o que seria muito grave, já que os usuários confiaram na empresa para ceder esses dados, mas não no Google ou Aplhabet. É preciso verificar o que diz os termos de uso e serviço da Fitbit para analisar a legalidade desse movimento.

O melhor dos mundos seria (na teoria) ver Google e Fitibit unindo forças para lançar bons dispositivos vestíveis. O know how da Fitbit combinado com um Wear OS que precisa de dispositivos para dizer que existe no mundo poderia resultar em produtos bem interessantes.

Porém, tudo o que eu escrevi no parágrafo anterior é apenas um sonho e nada mais. Provavelmente o Google vai comprar a Fitbit para pegar o que quer e, depois, jogar fora a carcaça da empresa, como fez por mais de uma oportunidade.

 

Via Reuters


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