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Os smartphones Google Pixel podem não rivalizar em vendas com Apple e Samsung (pelo menos por enquanto), mas marcam presença em vários aspectos, como nas atualizações e na fotografia. Mas com a chegada dos novos Pixel 4, um detalhe pode indicar uma mudança geral do mercado para um futuro próximo.

Os novos Pixel 4 e Pixel 4 XL não contam com um leitor de digitais e, com isso, os dispositivos passam a confiar por completo no sistema de reconhecimento facial.

Isso faz sentido?

 

 

Um reconhecimento facial sem hardware?

 

 

Os modelos Android mais econômicos já apostam no reconhecimento facial, enquanto que nos modelos de linha média e premium o leitor de digitais ainda contam com muito prestígio, ainda mais com a leitura de digitais na tela, seja por solução ótica ou por ultrassom.

Todos os gigantes no Android apostaram nas telas OLED e pelos leitores de digitais integrados nas mesmas. Porém, uma das gigantes do setor, a Apple, deixou de lado o leitor de digitais para apostar apenas no reconhecimento facial, com a chegada do iPhone X.

Para isso, a Apple colocou o Face ID na câmera frontal do iPhone X, em uma tecnologia de reconhecimento facial através da combinação de software e hardware que resultou no desaparecimento do TouchID. Agora, o Google toma a mesma decisão, eliminando o leitor de digitais da parte traseira dos novos Pixel 4, deixando todos os recursos de biometria sob a responsabilidade do sistema de reconhecimento facial.

Não sabemos se o Google vai usar a sua nova tecnologia Motion Sense em alguns dos processos de reconhecimento facial do Google Pixel 4, ou se tudo ficará por conta única e exclusivamente dos seus algoritmos de inteligência artificial que trabalham em conjunto com o hardware de sua câmera frontal. Mas o fato consumado é que acabou a história de precisar colocar um dedo sobre qualquer área do smartphone para que o mesmo reconheça o usuário.

Nosso rosto é o nosso novo passaporte e ate a nossa carteira em alguns casos. Fato.


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