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O que começa mal, termina mal. É o lema perfeito para o Google+.

Em outubro, a Google informou que iria encerrar a rede social por detectar três anos depois uma brecha de segurança onde os desenvolvedores poderiam acessar dados privados dos usuários. Agora, a Google encontrou uma segunda brecha de segurança que afetou 52.5 milhões de usuários, e decidiu antecipar o fim do Google+, que antes estava previsto para abril de 2019.

 

 

Google antecipou em quatro meses a morte de um serviço que ninguém mais usa

A informação vazou por causa de um bug de uma API do Google+, inclusive par aqueles usuários que ativaram o seu status como privado, com os principais dados de cadastro. Além disso, os aplicativos de terceiros podiam acessar a informação do perfil compartilhado com outros usuários de forma privada. A Google afirma que não tem provas que os desenvolvedores de aplicativos aproveitaram desse problema em seu favor.

Também está descartado que o bug permitia aos desenvolvedores acessar dados financeiros, números de identificação, senhas e outros dados que podem estar envolvidos em roubo de dinheiro ou de identidade.

 

 

O fim apressado do Google+ antecipa a agonia

Antes, a Google conseguiu se salvar do GDPR pelo gongo, mas agora não podia demorar tanto para anunciar uma vulnerabilidade que expôs os dados 52.5 milhões de usuários, ainda que a empresa só tenha deixado a falha ativa durante seis dias do mês de novembro.

Com a GDPR em vigor, fontes internas revelam que revelar tão rápido a falha é uma questão de transparência. A Google também enfatiza que está investindo nos seus programas de privacidade para melhorar o processo interno de análises de privacidade, entendendo que “sua habilidade para construir produtos viáveis é o que move a confiança do usuário”.

O fim de todas as APIs do Google+ vai acontecer em 90 dias. A nova decisão não afeta o Google+ para empresas, serviço que continua ativo (mas que também não oferece um foco novo para ele desde a perspectiva da nova brecha).

 

Via Venture Beat


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