Muito se debateu nos últimos tempos sobre as desigualdades profissionais entre homens e mulheres. Os estudos mostram como o problema é presente nas grandes empresas, principalmente na questão dos salários, onde os homens ganham muito mais, mesmo contando com a mesma qualificação e experiência que as mulheres.

Pois bem, a Google conseguiu resolver isso, e de forma bem curiosa: em vários postos dentro da empresa, são os homens que ganham menos que as mulheres, mesmo em igualdade de qualificação e experiência.

No blog do Google, eles explicam que a remuneração de cada funcionário “deveria ser baseada no que a pessoa, faz, e não no que ela é”. Os algoritmos da empresa ajudam a perfilar os salários, dependendo do posto de trabalho, sua localização, seu nível diretivo e o desempenho do funcionário, com as metas alcançadas.

No último estudo sobre diversidade dentro do Google realizado em 2018, 91% dos funcionários foram analisados. A empresa investiu US$ 9.7 milhões para ajustar os salários de 1.0677 empregados, por causa dos desajustes salarias que os homens de determinados setores recebiam em comparação com as mulheres, que cobravam salários mais altos.

Os ajustes salariais também se aplicaram quando eram detectadas “discrepâncias nas ofertas para novos funcionários”. O valor investido para corrigir as desigualdades é muito superior aos números de 2017, quando foram investidos apenas US$ 270 mil para corrigir os salários de 228 funcionários.

 

 

Toda essa matemática que mostra uma balança pendente a favor das mulheres reforçam as críticas contra a Google sobre esse tema. Sem falar que nos faz lembrar sobre o polêmico relatório produzido e distribuído internamente na gigante de Redmond, assinado por James Damore, que abordava de forma dura a questão da diversidade, entendendo que a empresa agia errado ao estabelecer tais políticas de igualdade.

Pois é… o estudo recente do Google mostra que a empresa está conseguindo resolver o problema, ao mesmo tempo que dá uma certa dose de razão para James Damore em seus argumentos. Mas não pelos motivos certos. Até porque as mulheres estão ganhando bem mais que os homens, e apesar disso ser errado nos números, não deixa de dar uma satisfação positiva ao saber que ao menos uma grande empresa tomou alguma atitude sobre esse tema.

 

Via NYT