google

Depois que James Damore processou a Google por um suposto ódio contra a sua pessoa para construir uma imagem de uma empresa ‘pró diversidade’, outro ex-funcionário da empresa declarou que essa versão está bem longe da realidade.

Cory Altheide começou a trabalhar na Google como engenheiro de segurança em 2010. Durante esse processo, ele revela que viu uma cara da empresa bem longe do que ela tenta projetar. Depois das declarações de James Damore, ator do denominado ‘manifesto machista’, ele entende que se construiu uma imagem onde a multinacional defende a inclusão e diversidade, quando ele mesmo foi demitido da Google em 2016 por fomentar o debate nessas áreas em fóruns internos.

Em um documento vazado, o funcionário garante que o departamento de recursos humanos da empresa o pressionou para deixar de propor e discutir iniciativas pró diversidade. Para Altheide, o verdadeiro conflito tem a ver com a incapacidade da empresa em tomar conta das visões verdadeiramente inclusivas.

O próprio vice-presidente sênior de publicidade da Google, Shridar Ramaswamy, respondeu aos esforços de Altheide com um “a Google não é um clube de debate ou aula de filosofia, e sim um site de trabalho onde as discussões precisam ser respeitosas”, não acreditando que os debates em torno de temas mais delicados como gênero, religião, raça ou orientação sexual se encaixam nesse perfil.

Diferente da imagem que James Damore tentou construir, as políticas da Google não seria das mais abertas sobre esses temas, e decidiu mencionar os executivos da empresa em seu processo para começar a mudar isso.

Vamos ver como esse assunto se desenvolve.

 

+info