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Você não sabe ou não tem certeza sobre algum assunto? Dá um Google. Querendo ou não, hoje confiamos a nossa vida na gigante de Mountain View. Desde buscar um endereço no Google Maps até navegar em modo anônimo, o Google “parece” ser o seu melhor amigo. Só parece.

O Google é um banco de informações sobre voê que nem mesmo Mark Zuckerberg e seu poderoso Facebook consegue igualar. O designer Dylan Curran decidiu liberar informações pessoais para o Google através do recurso Minhas Atividades com os arquivos que já baixou, e os dados sobre isso ultrapassam os 5.5 GB, um volume 10 vezes maior que ele baixou sobre ele mesmo do Facebook, e no mesmo período de tempo de coleta de dados, já que as duas contas foram abertas em 2015.

Entre os dados, estavam as buscas feitas no Google, páginas mais visitadas, locais que ele visitou ou passou fisicamente, viagens ao exterior e outros dados. O pior de tudo é que Dylan nunca deu a permissão para ativar a localização do seu dispositivo em nenhum momento.

Ou seja, o Google sempre vai saber onde você está e quais rotas tomar para os seus destinos, mesmo que você desative manualmente o sistema de localização ou negue as permissões de localização. Basta você levar o smartphone com você, e o Google sabe por onde você passou.

Se alguma vez você falou algo em voz alta perto do seu dispositivo, o Google também registro isso, com usuários que fizeram os testes e constataram dados aterradores.

E nem é necessário ativar o microfone de nenhum dispositivo. Basta você falar alto sobre algum tema, e a publicidade sobre aquele tema começa a aparecer em todas as páginas visitadas ou em exposições de publicidade.

Outro usuário Google que baixou as suas informações se deu conta que, dentro de tantos dados haviam buscas que ele fez no modo anônimo do Google Chrome, algo que teoricamente não deveria acontecer. já que o modo anônimo não deixa rastros de busca… na teoria.

Recentemente, também foi lançado um serviço chamado Customer Match, que compartilha o seu e-mail com empresas para que elas possam enviar publicidade de produtos e serviços que podem interessar naquele momento.

Em resumo: se fora da internet voltamos para 1964, na internet é melhor ter medo, pois 1984 se tornou uma realidade, e o Big Brother chamado Google está de olho em você o tempo todo.


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