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Faz tempo que o Google quer matar a URL, mas não sabe como fazer isso. Porém, o Chrome 76 mostra que o processo já começou. Em agosto de 2019, o navegador deixou de mostrar as indicações http e https na barra de endereços, e agora começa a testar a eliminação completa das URLs da barra de endereços nas buscas com o browser.

 

 

Tudo passa pelo Query in Omnibox

Desde o Chrome 71 já está disponível uma função experimental chamada Query in Omnibox, que mostra o texto do item procurado no lugar da URL na barra de endereços. O normal é: quando escrevemos algo na omnibox do Chrome, são exibidas opções para autocompletar, e quando pressionamos ENTER, vamos ver os resultados no Google.

Já com o novo recurso ativo, a URL não é exibida, e no lugar só vemos o texto que utilizamos na busca. Na primeira opção, é mais fácil copiar e colar a URL para compartilhamento, e com o novo método você precisa clicar com o botão direito do mouse na barra de endereços e clicar no item Mostrar URL para realizar tal tarefa.

 

 

As URLS, como existem hoje, são perigosas

O Google argumenta que as URLs são complicadas e inseguras. A primeira parte do argumento é bem clara, especialmente vendo a URL exibida para os resultados de busca do Google, algo muito difícil para qualquer ser humano ler.

O segundo item exige exemplos mais claros para justificar os argumentos. As URLs atuais são bem propensas a serem utilizadas em ataques de phishing para enganar os usuários.

Um caso clássico foi do WhatsApp.com falso que buscava infectar os usuários com malwares. Outro caso emblemático foi do domínio apple.com, impossível de ser diferenciado do original, nem no Chrome, nem no Firefox. Para o Google, a maioria das pessoas custa a entender as URLs, especialmente na hora de identificar aqueles que são os mais confiáveis.

Apesar de ser um recurso experimental, o Google já começou a ativá-lo como padrão para alguns usuários. As URLs não vão desaparecer de repente, mas o processo de desaparecimento já começou, por mais longo que possa ser.

O ‘http’ e ‘https’ já se foram. O próximo passo é na barra de endereços. Depois podem ser nos resultados do próprio buscador do Google. Seja como for, as mudanças também entregam uma série de controvérsias, especialmente se é o Google que vai determinar como vamos identificar os endereços dos sites que confiamos (ou não).

Não é muito poder nas mãos de uma única empresa que, nesse caso, tem como um de seus principais braços justamente a busca de endereços na internet?

Pense nisso!

 

 

Via Bleeping Computer


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