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Gadgets que NUNCA MAIS vou comprar

Se arrepender das escolhas erradas que fazemos na vida é algo até normal para o ser humano. O que não podemos fazer é insistir no erro, pois isso se chama burrice.

Trabalho com tecnologia desde 1996, e escrevo sobre o assunto na internet desde 2008. Ou seja, tenho tempo mais do que suficiente para mostrar que aprendi com os próprios erros.

Ainda sou um consumidor de tecnologia e, obviamente, cometo meus equívocos nas compras de produtos e contratação de serviços. Mas prometi para mim mesmo que alguns produtos simplesmente nunca mais vão ver o meu dinheiro enquanto respirar neste planeta.

E essa é a primeira lista (de várias) que vou abordar sobre os cinco produtos de tecnologia que JAMAIS vão ver o meu dinheiro novamente.

 

O critério que usei

Montei essa lista observando padrões de arrependimento que pipocam em fóruns, no Reddit e em comentários disponíveis em competentes canais de tecnologia no YouTube. Ou seja, é um termômetro do que vocês mesmos falam e, dentro dos meus critérios, escolhi aqueles que não compro de novo, sob nenhuma circunstância.

Não é uma verdade absoluta nem um ranking científico. É um apanhado de situações que se repetem: gente que compra empurrada por promoção, por especificação bonita no papel ou por aquela vozinha que diz “vai ficar lindo no setup”.

Para chegar nesses cinco, prestei atenção em quatro sinais:

  • reclamações recorrentes
  • promessas que o dia a dia desmente
  • prejuízo real (especialmente perda de dados)
  • e existência de opções mais seguras pelo mesmo propósito.

Com tudo isso em mente, seguem os meus escolhidos (ou dispensados).

 

SSD barato de procedência duvidosa

Esse é o campeão do arrependimento.

Você vê um SSD de 1TB por um preço irresistível, compra, e depois descobre que a velocidade despenca quando o cache enche, que tem lotes com componentes trocados, que falsificações são comuns até em lojas grandes.

Não são poucas as pessoas que conheço que caíram nesse tipo de golpe. E o trabalho que dá devolver um produto falsificado simplesmente não compensa a suposta economia.

E a pior parte de tudo isso é que você ainda corre um risco enorme de perder os seus dados armazenados naquele produto.

E não adianta reclamar. A garantia de um produto importado só é encontrada em um pesadelo do mundo real, se é que ela existe.

 

Periféricos wireless genéricos

Teclado, mouse, headset, controle… A promessa é sempre a mesma: tecnologia avançada por preço de banana.

Na primeira semana funciona perfeitamente, e você sorri por dentro, acreditando que enganou os seus colegas de trabalho mais trouxas. Depois começa a falhar conexão, a bateria dura menos, o software é abandonado, o dongle quebra e você não acha reposição.

O que parecia vantagem vira dor de cabeça. E quem tem que pagar o preço por isso é você, que virou otário nas mãos de um produto genérico.

Com tantas marcas consagradas e com preços competitivos, por que você vai investir em um produto que você nem sabe quem fabricou?

Isso, para mim, não faz o menor sentido.

 

Webcam comprada só pela resolução

Antes de continuar, vamos deixar uma coisa muito clara, apenas para progredir na pauta de forma minimamente racional e alinhada com os propósitos deste artigo.

“Full HD” no anúncio de uma webcam não significa imagem boa. O que importa é o sensor, o processamento, o desempenho em pouca luz.

Outro fator importante é a taxa de atualização de imagem. Você não vai querer uma imagem mais travada e menos fluída em nome de uma resolução maior, não é mesmo?

Aliás, a resolução pode não salvar se o sensor não for dos bons.

Uma webcam 1080p genérica entrega imagem escura, cheia de ruído, foco que não para. Um celular antigo como webcam muitas vezes entrega resultado bem melhor.

 

Smartwatch sem ecossistema confiável

Esse aqui é o tipo de produto que, sem brincadeira, se dependesse de mim, estava banido do mercado. Porque, convenhamos, um smartwatch genérico mal serve para mostrar as horas na realidade prática.

Monitoramento de saúde, chamadas, pagamentos, GPS – tudo isso no anúncio soa como algo incrível, para um produto ridiculamente barato. Mas no pulso, encontramos aplicativos instáveis, medições imprecisas, notificações que não chegam…

E o pior: você descobre que não precisa de metade das funções que ele falsamente promete entregar. O relógio basicamente vira um enfeite de pulso.

Temos aqui o típico caso do barato que sai caro, deixando um gosto amargo em quem comprou o produto acreditando nas ilusões de um anúncio com um preço “incrível”.

 

Gadget de setup comprado pela estética

Não estou dizendo que deixar o seu setup visualmente atraente é algo inútil ou ruim. Só estou afirmando que, na grande maioria dos casos, é um gasto desnecessário.

Pense na obscena quantidade de luzes RGB no seu quarto, no suporte articulado para uma live que você nunca vai fazer, na mini tela decorativa, no hub de portas apenas para plugar um teclado e um mouse…

Coisas que você compra porque viu no setup de algum influenciador. E aqui, existe um sentido de existirem para aquela pessoa que produz conteúdos na internet.

Todos esses itens funcionam, com toda certeza. Mas ficam paradas no seu quarto, lembrando como você poderia ter ido dormir naquela madrugada de promoções do AliExpress antes de torrar o seu dinheiro.

São produtos que não resolvem problema nenhum.

É dinheiro que podia ter ido num monitor melhor, numa cadeira decente, num bom fone de ouvido para os jogos competitivos.

 

A regra de ouro (para decidir se você compra ou não)

Antes de comprar qualquer coisa, pergunta:

“O que exatamente isso vai resolver na minha rotina?”

Se a resposta for só “vai ficar legal”, provavelmente você não precisa desse item.

É claro que o entendimento disso é algo muito volátil, mas ao menos você estabeleceu um critério minimamente justo para a sua decisão de compra.