
A Apple deu início à sua “grande semana” de novidades nesta segunda-feira (2) com a apresentação do iPhone 17e. O novo modelo de entrada chega ao mercado brasileiro com preço inicial de R$ 5.799, prometendo resolver algumas das principais críticas direcionadas ao seu antecessor, o iPhone 16e, sem, no entanto, abandonar características que dividem opiniões.
A principal mudança está na inclusão do MagSafe, algo que muitos usuários pediam. Agora, a linha de acesso mais acessível da maçã conta com a conexão magnética nativa, permitindo o uso de carregadores, power banks e acessórios como carteiras magnéticas sem a necessidade de capinhas adaptadas.
Além do ímã, o iPhone 17e eleva o patamar do armazenamento básico para 256 GB. A decisão da Apple segue a tendência já aplicada ao iPhone 17 e significa que, pelo mesmo valor de lançamento da geração passada, o consumidor leva para casa o dobro de capacidade, um avanço considerável para quem acumula fotos, vídeos e aplicativos.
De resto, o pacote é bastante familiar. O processador é o novo A19, o mesmo dos modelos mais caros, embora a Apple mantenha a estratégia de oferecer uma versão com um núcleo de GPU a menos. O display segue com 6,1 polegadas e tecnologia OLED, mas a taxa de atualização permanece em 60 Hz e o polêmico notch continua presente, sem a Dynamic Island.
O conjunto de câmeras também não mudou. O iPhone 17e mantém o sistema único de 48 MP na traseira, que oferece um zoom de 2x com “qualidade óptica” obtido por meio de recorte da imagem. A empresa não revelou detalhes sobre o tamanho do sensor, um fator determinante para a qualidade final das fotos.
A partir de agora, vamos aprofundar os principais detalhes e características do novo smartphone de entrada (ou menos caro, já que não dá para chamar o modelo de baixo custo) da Apple.
A chegada do MagSafe à linha de entrada

A ausência do MagSafe era um dos pontos mais contestados no iPhone 16e. Mesmo com carregamento sem fio, a falta dos ímãs internos obrigava os usuários a recorrerem a capinhas específicas ou simplesmente abrir mão da conveniência.
Com o iPhone 17e, a Apple finalmente alinha a experiência do modelo básico à dos seus irmãos mais caros, oferecendo maior praticidade no dia a dia. A adição transforma a maneira como os acessórios interagem com o aparelho, abrindo um leque de possibilidades que vão desde suportes magnéticos no carro até baterias portáteis que se encaixam perfeitamente na parte de trás do dispositivo.
A adoção do MagSafe também sugere um movimento da Apple para padronizar ecossistemas de acessórios. Com a base instalada de iPhones compatíveis crescendo, a tendência é que mais fabricantes invistam em produtos magnéticos, beneficiando não só os compradores do 17e, mas todos os usuários da marca.
Para quem busca um iPhone mais em conta, a novidade elimina a sensação de estar adquirindo um produto com uma funcionalidade essencial de hardware deliberadamente removida.
Armazenamento dobrado sem aumento de preço
Manter o preço inicial de R$ 5.799 enquanto se dobra a capacidade de 128 GB para 256 GB é uma jogada comercial inteligente. Num momento em que aplicativos pesam cada vez mais, as fotos em alta resolução ocupam espaço rapidamente e a crise das memórias se faz presente (com os preços escalando de forma assustador), oferecer 256 GB como padrão é praticamente uma necessidade e, certamente, uma vitória.
A Apple parece ter reconhecido que o modelo básico de 128 GB já não atendia às demandas mínimas de um usuário mediano, que quer armazenar seus arquivos sem depender exclusivamente da nuvem.
A mudança torna o iPhone 17e um negócio muito mais atraente para os usuários interessados no modelo. O consumidor sente que está recebendo mais valor pelo mesmo investimento, o que pode ser o diferencial na hora da compra, especialmente quando comparado a concorrentes ou a modelos antigos que ainda circulam no mercado.
A versão de 512 GB, por sua vez, atende àqueles que precisam de um espaço ainda mais generoso, mas chega por R$ 7.299, um valor que já se aproxima da faixa dos modelos considerados premium.
O processador A19 e as limitações de tela

Sob o capô, o iPhone 17e é movido pelo novo chip A19, garantindo que o aparelho esteja preparado para as demandas do iOS 26 e para as funcionalidades de inteligência artificial que a empresa tem promovido.
A decisão de capar um núcleo de GPU é uma prática comum da Apple para criar diferenciação entre as linhas, mas dificilmente o usuário comum sentirá falta desse poder de processamento gráfico extra em tarefas cotidianas ou mesmo em jogos mais pesados.
No entanto, a tela segue sendo um ponto de interrogação e até mesmo de indignação para os mais exigentes.
Em um mercado onde até modelos intermediários já oferecem telas com 90 Hz ou 120 Hz, a Apple insiste nos 60 Hz para o iPhone 17e.
A qualidade do painel OLED e o brilho de até 1.200 nits em HDR são elogiáveis, mas a taxa de atualização padrão pode fazer com que a navegação e a rolagem de conteúdo pareçam menos fluídas para olhos mais treinados.
Câmera única e o design com notch

A decisão de manter uma única câmera traseira de 48 MP e o notch na frente reforça a identidade do iPhone 17e como a porta de entrada para o ecossistema Apple.
A câmera única, embora capaz de produzir boas imagens com a ajuda do processamento computacional do A19, limita a versatilidade fotográfica. A ausência de uma lente ultra-angular, por exemplo, significa que o usuário não conseguirá capturar paisagens mais amplas ou fotos em espaços apertados sem dar alguns passos para trás.
O notch, por sua vez, é uma assinatura visual que a Apple já superou em seus modelos topo de linha com a Dynamic Island. Manter o entalhe no iPhone 17e pode ser visto como uma forma de reservar a ilha dinâmica para quem paga mais caro.
Para muitos, isso não será um problema, mas para quem busca um design mais moderno e integrado, o aparelho pode parecer um tanto quanto datado visualmente, mesmo sendo um lançamento de 2026.
Conectividade e bateria do novo iPhone
Em termos de conectividade, o iPhone 17e chega bem equipado.
A presença do modem Apple C1X promete melhor eficiência e desempenho nas conexões 5G. O suporte ao Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3 e NFC para pagamentos por aproximação garantem que o aparelho não deixe a desejar nos aspectos fundamentais da comunicação moderna.
A porta USB-C, já padronizada na linha, facilita o compartilhamento de cabos com outros dispositivos.
A Apple ainda não divulgou a capacidade exata da bateria, mas promete até 26 horas de reprodução de vídeo. Se a eficiência energética do chip A19 for tão boa quanto se espera, o iPhone 17e tem potencial para oferecer uma autonomia robusta, superando a de muitos concorrentes.
Aliado ao carregamento sem fio com MagSafe, o conjunto forma um pacote bastante interessante para quem valoriza a liberdade de usar o celular o dia todo sem se preocupar com uma tomada por perto.
Vale a pena?
Apenas para informar aos interessados: o iPhone 16e de 256 GB na loja oficial da Apple no MercadoLivre pode ser encontrado a partir de R$ 4.300 (na data de publicação do artigo). Estou colocando o valor apenas como referência para avaliar o preço de lançamento do iPhone 17e.
No ano passado, afirmei que o modelo de entrada do iPhone não daria certo pelo valor elevado que a Apple estava cobrando por ele. Um ano depois, estou aqui, comentando sobre o iPhone 17e, o que comprova a minha percepção equivocada sobre ele.
Dito isso, ainda acho o dispositivo caro para o propósito de ser um iPhone para quem quer começar nos smartphones da Apple. Porém, diante do fato de a empresa conseguir manter o preço base do modelo aumentando a sua capacidade de armazenamento, oferecer upgrades interessantes nos recursos e, com tudo isso, entregar um dispositivo que não sofreu os efeitos da crise nas memórias, dá para dizer mesmo que o resultado final chega a ser surpreendente.
Ao mesmo tempo, já podemos começar a imaginar o pesadelo que será o preço do iPhone 18 e seus pares. Será quase inevitável que os valores dos novos modelos principais não sejam impactados pelo cenário de momento, o que faz com que o iPhone 17e se transforme de alguma forma em uma alternativa a ser considerada pelos usuários com menor robustez financeira.
E, mesmo assim, no meio de tantas melhorias, esse iPhone ainda tem concessões, como uma tela com 60 Hz e apenas um sensor na câmera traseira. Ou seja, se ele viesse ainda mais completo, ele poderia custar bem mais caro.
Sinto que não dá muito para reclamar disso aqui. O que resta mesmo é aceitar.
Vida que segue.
Especificações técnicas do iPhone 17e
Dimensões e peso
- Altura: 146,7 mm
- Largura: 71,5 mm
- Espessura: 7,8 mm
- Peso: 170 gramas
Tela
- Painel OLED de 6,1 polegadas
- Taxa de atualização: 60 Hz
- Brilho máximo típico: 800 nits
- Brilho máximo em HDR: 1.200 nits
- Proteção: Ceramic Shield 2 (Escudo Cerâmico de segunda geração)
- Design com notch (sem Dynamic Island)
Processador
- Chip Apple A19
- GPU com um núcleo a menos em comparação ao iPhone 17 padrão
Memória e armazenamento
- RAM: 8 GB
- Armazenamento interno:
- Opção 1: 256 GB
- Opção 2: 512 GB
Câmera traseira
- Sensor único de 48 MP
- Zoom de 2x com “qualidade óptica” (recorte digital do sensor)
- Informações sobre o tamanho do sensor ainda não divulgadas
Câmera frontal
- Câmera TrueDepth de 12 MP
- Suporte ao Face ID
Bateria
- Capacidade: a ser confirmada pela Apple
- Autonomia: até 26 horas de reprodução de vídeo
Conectividade
- Modem Apple C1X
- 5G
- Wi-Fi 6 (802.11ax)
- Bluetooth 5.3
- NFC
- GPS
- Conector USB-C
- Satélite de Emergência (Emergency SOS via satélite)
Recursos adicionais
- Suporte nativo ao MagSafe (carregamento sem fio magnético)
- Botão de Ação (Action Button)
- Face ID
- Certificação IP68 (resistência à água e poeira)
- Compatível com Apple Intelligence (funcionalidades de IA)
Cores disponíveis
- Preto
- Branco
- Rosa
Sistema operacional
- iOS 26 (de fábrica)
Preços no lançamento (Brasil)
- iPhone 17e 256 GB: R$ 5.799
- iPhone 17e 512 GB: R$ 7.299
Via Apple
