Roaming? Pra quê?

Em tempos onde as operadoras de telefonia móvel contam com concorrentes dos mais diversos (WhatsApp, Facebook Messenger, Skype, webcam e derivados), é uma grande burrice a cobrança do roaming, ou seja, as chamadas telefônicas em deslocamento.

Eu abandonei o TIM Beta quando me dei conta que a operadora fazia a cobrança do deslocamento para CHAMADAS RECEBIDAS. Como eu moro em Florianópolis (SC), mas a minha linha era DDD 13 (Santos/SP), e a TIM não permitia a portabilidade numérica para o TIM Beta (ou seja, é um número para morrer com ele), eu decidi pular fora, pois além da conta não fechar, eu achava uma idiossincrasia sem tamanho para 2018.

Pois bem, os governos de Brasil e Chile também entendem que o roaming é algo muito 2003, e a proximidade entre dois países facilitou (e muito) na decisão do fim do roaming entre os dois países.

As negociações para a adoção dessa medida começaram em abril de 2018, mas ninguém esperava que esse tratado inédito se concretizasse de forma tão rápida. Desse modo, o novo Tratado de Livre Comércio (TLC) entre Brasil e Chile tem como um dos seus principais pilares o fim do roaming envolvendo as estruturas de telefonia móvel dos dois países.

Aproximadamente 500 mil brasileiros visitam o Chile todos os anos, e 300 mil chilenos visitam o Brasil anualmente. O acordo recorde vai favorecer os turistas que frequentemente visitam os dois países, e até estimular o aumento do turismo aos dois países.

O acordo alcançado pelos dois países em apenas seis meses resultou em uma nova TLC, que atualiza a versão anterior que contava com 30 anos de vida. A nova proposta abre um novo leque de possibilidades que beneficiam os dois países em vários aspectos.

A notícia é excelente. Para quem viaja constantemente a negócios para São Paulo, ou para quem faz turismo em Viña del Mar, é uma dor de cabeça a menos. Chega de procurar chips de operadoras do país de destino para se manter conectado. Isso é algo muito 2003.