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O YouTube anunciou mudanças que, na prática, faz da missão de ganhar dinheiro com vídeos na plataforma algo mais complicado.

A Google fala de ‘um critério mais restrito’ na hora de monetizar os vídeos. A mudança mais importante está nos números mínimos para se obter tal monetização no YouTube: agora, é necessário ter pelo menos 1.000 assinantes e mais de 4 mil horas de visualização durante os últimos 12 meses.

Não é uma mudança pequena. Antes, um canal precisava de apenas 10 mil visualizações para poder monetizar seus vídeos. E essa mudança já está valendo, com vários canais já afetados. Por outro lado, levando em conta o dinheiro dividido, a diferença não será tão grande, já que os criadores de conteúdo que estão no programa de monetização representam mais de 95% do alcance publicitário estabelecido pelo YouTube.

Traduzindo: canais menores ou que nesse momento não ganhavam muito dinheiro não são mais parte da plataforma de parceiros do YouTube. E para voltar para a plataforma, terão que cumprir com as novas regras.

Além disso, teremos uma mudança no Google Preferred, sistema que engloba os canais mais populares, conectando seus criadores com patrocinadores maiores.

A partir de fevereiro, os vídeos que estão no Google Preferred serão revisados manualmente, e se não cumprirem com os padrões do YouTube, não terão anúncios vinculados.

Uma das críticas mais sérias no caso do vídeo do Logan Paul foi sobre o YouTube não ter removido o infame vídeo, mesmo com o material passando por uma revisão manual. Na nova regra, o YouTube quer garantir que algo similar não volte a acontecer.

Traduzindo de novo: o YouTube quer dificultar a monetização do conteúdo lixo (ou pelo menos questionável), com uma barreira cada vez mais alta para tais vídeos receberem publicidade e dinheiro.

É óbvio que temos que esperar para ver como tudo vai funcionar. As mudanças estarão totalmente implementadas entre fevereiro e março de 2018. No papel, as ideias do YouTube não são ruins, mas monetizar vídeos também não era uma má ideia quando foi implementado.

E agora, estamos aqui. Vendo vídeos de cadáveres e outras insanidades desagradáveis.

 

Via Google