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A resposta poderia ser um rápido NÃO, mas é preciso explicar direito para não deixar margem de dúvidas. Eu apoio a ideia do Google Stadia, e acredito que os games por streaming representam o futuro da indústria.

Mas… veja bem… o futuro.

 

 

Contextualizando a resposta

 

 

A latência é o tempo de resposta entre o jogador e o jogo. Esse fator é crucial, e faz com que serviços como Google Stadia ou o Project xCloud só inicie suas operações em países onde a conectividade está em níveis aceitáveis para esse tipo de serviço.

Porém, mesmo em cenários considerados ideais, a latência ainda é um problema, pois nenhum dos jogos disponíveis nesse momento foi pensado com a latência como uma limitação original. Quem já jogou jogos online sabe muito bem que o problema da latência pode significar a morte prematura do seu personagem, ou da experiência de jogo como um todo.

Além disso, temos que considerar a limitação geográfica do Google Stadia. O serviço é vendido nos Estados Unidos, onde qualquer pessoa pode comprar um bom notebook gamer, ou um PS4 ou um Xbox One. Logo, qual é o sentido do serviço do Google nesse momento?

O conceito do Google Stadia não joga a seu favor, ainda mais em mercados onde a internet não passa dos 50 Mbps. Em países muito ricos, a conexão de 300 Mbps é considerada “normal”. Já no Brasil, agradeça aos céus por ter 120 Mbps (meu caso) e, ainda assim, se prepare para pagar uma conta cara.

 

 

O Google Stadia não é um serviço tão necessário assim para o geek conectado, ainda mais com o seu catálogo tão pobre. No Steam (por exemplo), você encontra milhares de jogos, e nas lojas tem vários títulos para os principais consoles do mercado. Então… por que pagar ainda mais para jogar?

Sem falar que o jogo não é seu no Google Stadia: você tem que pagar a mensalidade, comprar o jogo e, quando sair da plataforma, perde o direito de jogar aquele game. Diferente do videogame doméstico, onde você compra o hardware, compra o jogo, e tudo é seu para jogar quando e onde você quiser.

Ou para quem joga no PC, ainda tem a vantagem de dificilmente ficar com um hardware desatualizado. Hoje em dia, é muito fácil atualizar um computador com jogos, e manter o mesmo equipamento funcionando com desempenho máximo por muitos anos.

O Google Stadia cobra por um hardware que vai ficar limitado com o passar do tempo, não entrega o streaming em 4K como prometido, e você ainda precisa pagar o preço completo pelos jogos?

Não faz o menor sentido.

E você paga como se fosse dono da licença do jogo… sem ser!

 

 

Já o Project xCloud da Microsoft só chega em 2020, e é mais pensado nos gamers de celulares (720p), mas expandido para todo o seu catálogo do Xbox por uma assinatura mensal, mas sem revelar a sua política de preços ou serviços.

A EA terá o Project Atlas, com jogos do seu próprio catálogo, mas sem revelar se seguem sozinhos ou se serão parte do Google Stadia ou do xCloud. Sem falar no GeForce NOW da NVIDIA, que também tem jogos bem mais interessantes que o Stadia e um catálogo enorme.

Bom, dito tudo isso… não dá para afirmar que o Google Stadia é uma plataforma para o presente. Ela tem muito o que amadurecer, e precisa ficar madura rápido, pois a concorrência é inegável e está chegando.

 


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