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O Facebook, mais uma vez, envolvido em polêmica. Uma série de documentos internos revela que a rede social de Mark Zuckerberg sabia que os menores gastavam dinheiro em jogos dentro da plataforma. Pior: sabia que os menores faziam isso sem o consentimento dos pais.

Estes documentos são parte de uma ação coletiva para denunciar a forma em como a rede social conseguiu arrecadar dinheiro através de jogos online (como ‘Angry Birds’, ‘PetVille’ ou ‘Ninja Saga’).

 

 

“Baleias” que geram milhares de dólares

Essa ação coletiva foi resolvida em 2016, depois que o Facebook concordou em mudar as suas práticas. Aparentemente, entre 2008 e 2014, o Facebook confirmou que gerou US$ 34 milhões em contas de crianças criadas nos Estados Unidos.

Toda esta informação foi escondido do público, mas o ‘Reveal from the Center of Investigative Reporting’ (uma organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada ao jornalismo investigativo) pediu para que tudo se tornasse público, e um juiz ordenou que Facebook fornecesse informações adicionais.

É surpreendente que, ao contrário de outras plataformas, o Facebook não exige que o usuário faça uma autenticação ao realizar compras dentro da plataforma. Ou seja, a rede social não pediu aos menores para reinserir os dados antes de efetuar o pagamento.

 

 

Entre as mais de 135 páginas de documentos (onde encontramos e-mails para os funcionários da rede social com estratégias secretas) mostram um retrato de um Facebook muito ambicioso, com desenvolvedores de jogos sendo encorajados para conquistar as crianças, induzindo as mesmas a gastar dinheiro sem o consentimento de seus pais.

Em muitas ocasiões, as crianças não sabiam que estavam gastando dinheiro real (algo que pode ser lido em outro relatório interno), algo que os funcionários do Facebook estavam cientes. Seus relatórios refletiam que algumas crianças não sabiam que os cartões de crédito de seus pais estavam conectados a suas contas.

O Facebook se referiu a esses menores como “baleias”, um termo usado nos cassinos para descrever pessoas que desperdiçam o seu dinheiro na jogatina.

Loe mais preocupante é que houve um processo para a solicitação da devolução do dinheiro, e em alguns casos, os números foram vertiginosos: um adolescente chegou a gastar US$ 6.500 em apenas duas semanas, e o Facebook se recusou a devolver o dinheiro.

 

 

A resposta do Facebook

O Facebook alega que o Centro de Relatórios Investigativos entrou em contato com a empresa no ano passado e que eles “entregaram” voluntariamente os documentos.

A empresa continua afirmando que “nós agora divulgamos documentos adicionais de acordo com as instruções da corte”, e que eles estão trabalhando “com pais e especialistas para oferecer as ferramentas às famílias”.

Por fim, a rede social afirma que vai “examinar rotineiramente as suas próprias práticas”, e em 2016 concordou em atualizar seus termos “dedicados ao fornecimento de pedidos de reembolso relativos a compras relacionadas com menores de idade e com os recursos do Facebook”.

 

Via Reveal News


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