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Facebook lava as mãos, e políticos podem publicar mentiras na rede social

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O Facebook decidiu lavar as mãos na hora de comprovar a veracidade nos discursos políticos para não interferir que os mesmos fiquem sujeitos ao debate e escrutínio público. Com isso, os políticos terão a liberdade para salter as normas contra a desinformação e discursos de ódio da plataforma.

A decisão é anunciada antes do início das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020, período onde a desinformação e o discurso de ódio aumenta exponencialmente no Facebook.

O Facebook vai seguir verificando dados de terceiros para reduzir a propagação das fake news, mas a própria rede social entende que não o seu papel arbitrar debates políticos ou impedir que o discurso de um político alcance a sua audiência.

O Facebook vai examinar os políticos em sua plataforma de verificação de terceiros, algo que já está fazendo há um ano. Se um político decidir compartilhar uma informação que já foi comprovada como falsa pelos verificadores, ela não será apagada, mas sim degradada e não incluída em campanhas publicitárias na rede social.

O Facebook reconhece os graves erros que cometeu durante a campanha presidencial nos Estados Unidos em 2016, permitindo campanhas de desinformação em massa por parte das entidades russas, mas acredita que melhorou os seus sistemas nesse aspecto, com os verificadores externos, funcionários da empresa e sistemas de inteligência artificial.

Mesmo assim, o Facebook entende que os discursos e declarações de políticos devem ser incluídos como exceções quando são considerados de interesse jornalístico. Porém, defende que isso não vai influenciar nas campanhas publicitárias, e se algum político quiser pagar por anúncios deverá passar pela verificação.

É de se esperar que as novas normas se apliquem aos demais países onde o Facebook está presente, incluindo o Brasil, que sofreu com as fake news nas eleições presidenciais de 2018. Mesmo assim, é importante lembrar que existem páginas nessa rede social que verifica por conta toda a informação e discursos políticos.

 

 

A difícil busca pela neutralidade

 

 

É uma posição complicada a do Facebook. Por um lado, ela precisa lutar contra a difusão de notícias falsas. Por outro lado, bloquear as mensagens de políticos e partidos pode inflamar as acusações de parcialidade.

Não dá para obter o equilíbrio aqui. A decisão evita a acusação de censores de discursos políticos, a não ser que os mesmos ameacem de forma direta as pessoas. Mas levando em consideração como estão evoluindo os discursos políticos na era da pós-verdade, a decisão é perigosa.

O Facebook decidiu lavar as mãos para os discursos dos políticos. Vale lembrar que o Twitter fez o mesmo, onde os políticos podem publicar ameaças e mentiras.

E é o usuário que terá que lidar com tudo isso.

 

Via Facebook


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