Não faz muito tempo que vazou a notícia que o Facebook considerava fundir as suas plataformas de mensagens instantâneas, WhatsApp, Instagram e Messenger. Agora, Mark Zuckerberg deu um passo além e garantiu durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa que estuda essa integração, e que vê essas três aplicativos globalmente unificados no futuro, com uma nuança importante: oferecer uma maior segurança aos usuários.

A verdade é que a integração seria no nível da infraestrutura, com os três aplicativos trabalhando e existindo em separado. De acordo com Zuckerberg, a ideia é unificar os chats só para uma comunicação mais fácil entre as diferentes plataformas e, acima de tudo, ficando mais segura, para as quais incluem a criptografia ponta a ponta que já existe no WhatsApp.

Mas não vamos ver isso nas plataformas de Zuckerberg antes de 2020, pelo menos.

 

 

Criptografia de ponta a ponta

De acordo com os resultados do Facebook, mais de 2.6 bilhões de pessoas por mês utilizaram o Facebook, WhatsApp, Instagram ou Facebook Messenger em 2018. Com esses números no horizonte, com os serviços integrados, seria possível (por exmplo) enviar uma mensagem do WhatsApp para o Messenger ou Instagram e vice-versa com total facilidade, sem precisar alternar entre os aplicativos.

Para tornar essa nova plataforma de mensagens mais segura, o ideal seria que todas utilizassem a criptografia de ponta a ponta. Com isso, as mensagens enviadas ficariam completamente protegidas, acessíveis apenas ao remetente e ao destinatário, sem a possibilidade de serem lidas por terceiros, como acontece hoje no WhatsApp.

Mas as mudanças não aconteceriam de forma imediata. De acordo com Zuckerberg, o projeto de integração das plataformas da empresa está em sua primeira fase de desenvolvimento, e teremos que esperar pelo menos até 2020 “ou mais” para ver isso acontecer.

O Facebook apresentou seus resultados advogando a privacidade de seus usuários em um momento particularmente sensível, especialmente depois de reconhecer que pagou para jovens e menores de idade para instalar uma VPN que monitoriza a atividade de seus smartphones.

 

Via The Verge