Uma matéria do New York Times revela que, ao longo de vários anos (de forma mais específica, 10 anos), o Facebook fechou parcerias com fabricantes de smartphones para compartilhar os dados de usuários, que não necessariamente foram avisados antes de fazer isso.

Entre as marcas mencionadas, aparecem Samsung, Apple, Amazon, Microsoft e Blackberry. Todas, de uma forma ou de outra, fecharam parcerias com o Facebook para a mesma finalidade.

O acordo permitiu a expansão do Facebook a expandir o seu alcance, uma vez que os fabricantes poderiam incluir características da rede social nos seus dispositivos, como aplicativos de mensagens, botões de like e agendas de contatos sincronizadas.

As permissões foram concedidas aos fabricantes para o acesso aos dados dos usuários e seus amigos, sem qualquer tipo de consentimento explícito, inclusive depois de declarar que tal informação não seria compartilhada externamente.

A matéria também afirma que “alguns fabricantes poderiam obter informações inclusive de usuários que acreditavam ter proibido o compartilhamento de dados”. Ou seja, a gente pensa que o Facebook ou os fabricantes são confiáveis, mas quanto mais dados são armazenados no dispositivo, maior é o problema.

Se essa última afirmação é bem óbvia dado os últimos acontecimentos (envolvendo o Facebook e a Cambridge Analytica), a redes social se esforça para mudar tudo nas suas atividades. Tanto Mark Zuckerberg como outros altos executivos pediram desculpas e prometeram mudanças para resolver todos os problemas causados. Vale lembrar que a citada parceria entre a rede social e os fabricantes de smartphones começaram a chegar ao fim a partir de abril de 2018.

Para tentar minimizar o estrago, os mais preocupados com a questão devem deixar de usar o Facebook no smartphone, ou pelo menos a partir do aplicativo oficial.

Ou deixar de usar o Facebook de vez.

 

Via New York Times