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A Huawei está na famigerada Entity List dos Estados Unidos desde maio de 2019. Recebeu uma prorrogação sobre o início das sanções efetivas contra a empresa até agosto, e uma segunda prorrogação, que acaba hoje (19). Agora, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou uma terceira prorrogação, até fevereiro de 2020.

Isso já era rumorado e até esperado. A nova prorrogação termina em 16 de fevereiro de 2020. Até lá, a empresa segue oferecendo suporte para os dispositivos já lançados, além de manter as parcerias já estabelecidas com empresas norte-americanas.

 

 

Empurrando o problema com a barriga

 

 

A Entity List impende que a Huawei realize transações comerciais com empresas norte-americanas. O início do veto foi adiado em duas oportunidades, e iria expirar hoje. Porém, uma nova extensão temporária de sua licença faz com que as relações comerciais continuem.

De acordo com o Secretário de Comércio dos EUA Wilbur Ross, a prorrogação permite às operadoras “seguir oferecendo os serviços em áreas remotas que, de outro modo, ficariam sem cobertura”, falando assim das operadoras que ainda mantém os equipamentos da Huawei em suas infraestruturas de rede, sem ter o tempo necessário para migrar para outros provedores.

Para o grande público, o que interessa é que a Huawei vai seguir enviando as atualizações de segurança do sistema operacional Android nos dispositivos compatíveis até fevereiro de 2020, apesar dos novos modelos da empresa (como o Huawei Mate 30 Pro, por exemplo) seguirão chegando ao mercado sem os serviços do Google até segunda ordem.

Mas… sabe quem não está feliz com essa prorrogação?

Isso mesmo: a Huawei.

 

 

Huawei não está feliz com a empurrada de barriga

 

 

A Huawei manifestou o seu descontentamento com o cenário de momento em um comunicado:

“A prorrogação da Licença Geral Temporária não terá um impacto substancial nos negócios da Huawei. Esta decisão não altera o fato da Huawei estar a ser tratada injustamente. Há muito tempo sustentamos que a decisão do Departamento de Comércio dos EUA em adicionar a Huawei à chamada “lista de entidades” causou mais danos aos EUA do que à Huawei. Isso tem causado danos econômicos significativos às empresas norte-americanas com as quais a Huawei faz negócios, interrompendo a colaboração e minando a confiança da qual depende a cadeia de suprimentos global. Pedimos ao governo dos EUA que ponha fim a este tratamento injusto e retire a Huawei da “lista de entidades”.”

 

Em resumo: a Huawei não quer prorrogações nem perdões temporários. Quer o “tudo ou nada”. Ou é perdão total, ou a expulsão de vez. E para todos só resta esperar que essa guerra comercial encontre a paz em definitivo.

 

Via NPR, Departamento de Comércio dos EUA


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