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Eu não vou voltar a cutucar no Facebook

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Que fique claro: eu não vou voltar a cutucar no Facebook.

Não vejo motivos para voltar a usar a mecânica de interação que lembra muito mais uma importunação física do que qualquer outra coisa. E levando em consideração o comportamento dos mais jovens, é quase certo que esse retorno do elemento tende a cair no fracasso.

Com tantos jovens preocupados com saúde mental e completamente distantes do Facebook (que, convenhamos, virou o reduto do internauta mais velho), é difícil pensar que a volta das cutucadas é algo que realmente vai funcionar com a Geração Z.

Reconquistar os jovens dessa forma é uma tarefa hercúlia.

 

Por que eu ainda uso o Facebook, meu Deus…

Sei que não sou o público-alvo das mudanças que o Facebook está implementando neste momento, e afirmei por diversas vezes que abandonaria a plataforma porque ela estava ficando muito tóxica.

E… veja como são as coisas…

Hoje, a minha conta do Facebook está muito mais pacífica, pois consegui retreinar o algoritmo para que ele me entregue temas mais amenos.

E o Twitter, que era a minha rede social favorita, simplesmente desapareceu, se tornando aquela porcaria chamada X, um esgoto de desinformação, notícias falsas e discurso de ódio.

Na verdade, uso mais o Facebook pelo networking profissional, para acompanhar determinados grupos etários (aka a turma da melhor idade) e ter os lembretes de aniversários dos amigos.

E isso, porque tenho uma enorme preguiça de colocar tudo na agenda do smartphone.

Quando essa preguiça passar, quem sabe eu desisto do Facebook.

 

Você gostava das cutucadas?

Se a sua resposta é SIM, eu tenho sérias dúvidas sobre a sua sanidade mental.

As cutucadas foram aposentadas porque eram simplesmente detestáveis. Eram inspirados no recurso “chamar atenção” presente nos finados MSN Messenger e ICQ, mas se tornou um pesadelo de quem queria só um pouco de paz e sossego no Facebook.

Transformar as cutucadas em ícones de interação nas conversas pode até ser uma inovação com um potencial de atrair os mais jovens.

O problema do Meta é se isso será o suficiente para atrair os jovens do jeito que Mark Zuckerberg deseja.

A tendência da Geração Z é buscar as redes sociais que estão bem distantes de onde estão os seus pais e avós. Para você ter uma ideia, é um grupo etário que está abandonando o WhatsApp aos poucos para as suas conversas mais pessoais.

Os jovens usam o WhatsApp para “assuntos sérios”, como grupos escolares e de trabalho. Já os mais velhos usam o aplicativo para compartilhar fake news, novenas e nud3s com desconhecidos.

Vou ficar distante das cutucadas, mas não duvido que o item pode dar certo de alguma forma, principalmente se o Facebook colocar algum elemento de gamificação nessa interação.

Afinal de contas, reproduzir de alguma forma algo que já está funcionando em outras plataformas como o TikTok sempre funciona para quem não sabe mais por onde inovar.

Ou até mesmo o atual público do Facebook vai acabar engajando nessa novidade, e aí tudo o que eu escrevi neste artigo cai em um completo vazio.

O tempo vai dizer se perdi o meu tempo aqui discursando contra a volta das cutucadas no Facebook.

 

Via TechCrunch, Facebook


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