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Faz algum tempo que a OMS qualificou oficialmente o vício dos videogames como um transtorno mental. Isso gerou críticas de determinados setores da comunidade gamer, que entendem que esta é mais uma forma para gerar uma má reputação ao segmento.

A descrição da OMS para a nova patologia mental é bem clara: um controle deficiente do tempo dedicado aos jogos acima de outras atividades, o que resulta em consequências negativas para o paciente. Mesmo assim, a organização não buscou a origem do problema.

Mas um estudo realizado por investigadores da Universidade de Stetson tenta encontrar essa origem.

Uma coisa fundamental a ser descoberta é se os videogames são realmente o problema, ou se outros fatores como o ambiente familiar ou entorno social causaram problemas, ou se o exagero com os games foi simplesmente um sintoma desses problemas. Assim, seria nesse caso um vício ou um sinal de alerta que a pessoa está experimentando outros problemas de saúde mental.

O estudo envolveu um grande grupo de jovens coreanos (477 homens, 491 mulheres), que foram questionados sobre a relação com os seus pais, auto controle, pressão acadêmica e hábitos com os videogames.

 

 

O verdadeiro motivo

 

 

A primeira coisa que o estudo revela é que a simples exposição aos jogos não produz efeitos negativos. Pelo contrário: influenciam no aumento dos níveis de auto controle da pessoa.

Segundo o estudo, os motivos para os jovens reduzirem os níveis de auto controle estão no estresse gerado dentro da pessoa. Aqueles que contavam com pais mais super protetores e que se comunicavam menos com eles acabam dedicando mais tempo nos videogames. Estas mesmas pessoas apresentavam maior estresse acadêmico, e isso influenciava de forma direta no seu vício.

 

 

O estudo também explica que a Coreia do Sul é um país onde existe uma particular pressão social pelo sucesso acadêmico. Isso pode resultar na grande quantidade de pessoas que dedicam várias horas do seu dia com os videogames.

Obviamente, o estudo não explica o comportamento de gamers de outros países. Porém, pode ser uma primeira aproximação para identificar os reais motivos para o vício dos videogames.

Para saber mais sobre este estudo, clique aqui.


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