Com certeza você já viu um vídeo no YouTube onde o youtuber em questão aparece com uma quantidade de dinheiro vivo absurda, onde a ostentação bate lá no teto. E esse é um claro (e nefasto) exemplo de que é possível ganhar muito dinheiro com essa plataforma.

Esses canais do YouTube geram muita receita em publicidade direta e indireta, e é natural que os criadores de conteúdo independentes queiram um dia pertencer a uma empresa. Por isso, eles estão vendendo alguns dos maiores canais da plataforma com preços obscenos. E é apenas o começo de uma nova cultura de mercado.

 

 

Canais com um grande número de assinantes acabam sendo vendidos por preços realmente estratosféricos para um canal de vídeo. No Brasil, um dos exemplos mais emblemáticos é o da Porta dos Fundos, que vendeu o canal de vídeo para um grande grupo de mídia, com o compromisso que pode seguir produzindo conteúdos para a internet como sempre, mas em alguns momentos o grupo teria que seguir as orientações dos seus donos.

Lá fora, não é muito diferente. Os principais canais do YouTube (ou aqueles com generoso número de assinantes) acabam sendo vendidos pelas grandes corporações de mídia, que querem lucro, além de oferecer um gerenciamento de canal de TV de outra forma.

Ainda tem grandes youtubers que conseguem administrar as suas contas e o seu conteúdo basicamente sozinho. Mas eles hoje são a minoria.

 

 

E toda essa turma tem um único objetivo final, que não é necessariamente a audiência que, de forma quase fiel, anseia por uma pílula de sabedoria. O que importa para a grande maioria de canais de vídeos é como atrair mais pessoas para o produto que eles estão veiculando durante os intervalos comerciais desse filme ou série.

E a má notícia para muita gente é que isso é só o começo. Veremos nos próximos meses quais são os expoentes do YouTube, quantos simplesmente vão desistir da plataforma depois de receberem um cheque milionário.