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Hoje, o mundo abraçou o conceito de assinatura de serviços, pela comodidade e modernidade que o formato oferece. Os gastos em serviços digitais anuais por assinante só estão aumentando, e apesar dos benefícios oferecidos, esse novo momento de consumo de conteúdo também pode gerar problemas. Como, por exemplo, no controle do que estamos pagando.

 

 

As assinaturas conquistaram o mundo

Os modelos de assinatura são uma tendência de um mercado que mudou o seu perfil. Antes, os usuários eram donos do que pagavam. Agora, somos usuários temporários de conteúdos e serviços que não são nossos.

Google Stadia, Netflix, Xbox Ultimate, PlayStation Plus, Spotify e outros tantos serviços de assinatura são exemplos claros desse conceito. Sem falar em exemplos mais clássicos, como OneDrive, Google Drive, iCloud, Apple Music e tantos outros, que antes funcionavam de uma forma ou simplesmente não existiam.

As principais gigantes de tecnologia contam com pelo menos um serviço no formato de assinatura digital, o que confirma que vivemos em novos tempos. Por outro lado, estamos também vivendo em um ciclo vicioso singular, pois acabamos vinculados a essas empresas porque é mais cômodo. Afinal, os benefícios foram pagos com a assinatura.

Essa tendência também se reflete no mundo offline, onde as pessoas estão mais propensas a comprar em lojas que oferecem serviços de troca de produtos com mecanismos facilitados ou simplificados.

 

 

Monitorizar as assinaturas começou a ser algo complicado

A comodidade dos serviços por assinatura é enorme, mas monitorar tantos serviços é complicado. Você precisa controlar os seus gastos nesse tipo de serviço de forma sistemática. Caso contrário, você terá mais problemas do que soluções no futuro.

A maioria das empresas que oferecem serviços por assinatura também oferecem períodos de avaliação gratuita, com cobrança automática após o fim dos testes. Muitas dessas empresas não avisam quando o período de testes chegou ao fim (e quando o período pago começa), e se você não está atento a isso, pode ter surpresas desagradáveis e cobranças por serviços que você não queria ou não está usando.

Ou seja, para quem esquece de cancelar a assinatura do serviço, o prejuízo pode ser dado como (quase) certo. E só é descoberto quando a cobrança chega no cartão de crédito. E deveria ser uma obrigação das empresas que prestam o serviço informar de forma clara quando o cliente vai começar a ser cobrado pelos serviços contratados.

Uma tática bem interessante é cancelar o serviço logo no primeiro dia do período de testes. Boa parte dos serviços por assinatura permitem que você continue a testar a plataforma pelo tempo estipulado. Mas isso não funciona em todos os serviços.

Existem outros perigos vinculados aos serviços de assinatura. Por exemplo, quando os seus filhos se tornam assinantes de serviços sem que você se dê conta disso (mas o seu cartão de crédito sempre fica sabendo). É bem comum ver pais se deparando com assinaturas do YouTube Premium ou cobranças de jogos online semanas depois que emprestaram o seu smartphone para os filhos.

Nesse caso, a opção mais óbvia e você se organizar e usar a tecnologia ao seu favor. Estabeleça lembretes no telefone para alertá-lo sobre o fim de um período de testes para então decidir que ser se manter assinante ou não da plataforma em questão.

Por outro lado, insisto que as plataformas deveriam ter um cuidado maior em informar aos clientes sobre as alterações dos serviços de assinatura. Todo um mercado está abraçando essa ideia, e as empresas não podem correr os riscos de verem esses problemas se reproduzindo em larga escala.

De qualquer forma, como você não pode contar com o bom senso alheio, tenha você o bom senso de ser mais cuidadoso com a sua contabilidade pessoal, pois na era dos serviços digitais, esse perfil mais consciente se torna algo fundamental para evitar problemas futuros.


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