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A Essential anunciou hoje (13) o fim de suas atividades. Lançou apenas um produto, o Essential Phone, e anunciou diversos projetos que foram adiados ou diretamente cancelados.

Quando Andy Rubin (criador do Android) apresentou a Essential, a sua nova empresa focada na criação e fabricação de smartphones, ele surpreendeu o mundo. Muita gente apostou e acreditou que o projeto daria certo, já que era o pai do Android no comando do projeto.

Porém, nem a empresa, nem os produtos e, principalmente, nem o Essential Phone deu tão certo assim no mercado, e o fim era inevitável.

 

 

 

Fechou as portas porque não tinha um caminho claro

 

Um dos atrativos da Essential era contar com Andy Rubin por trás dela, o que foi um grande incentivo para os investidores apostarem na iniciativa, além de despertar o interesse de todo um mercado.

Na época do seu lançamento, o Essential Phone despertou o interesse de muitos usuários e entusiastas de tecnologia pela sua proposta ousada de design, com quase nenhuma borda de tela, proposta modular e o primeiro notch na tela em um smartphone. Porém, quando o produto chegou ao mercado, ele não convenceu, vendendo muito menos do que o esperado.

Tudo ficou ainda pior para a empresa quando uma denúncia de assédio sexual caiu na cabeça de Andy Rubin, onde o incidente teria ocorrido na época em que ele ainda trabalhava no Google. Por conta dessa conduta inadequada e diante de tantas acusações, Rubin deixou temporariamente a Essential.

Por outro lado, a própria Essential cometeu os seus erros, apostando em automação residencial com a Essential Home, que jamais chegou ao mercado. Em maio de 2018, Andy Rubin cancelou a segunda geração do Essential Phone e, meses depois, demitiu 30% dos funcionários da empresa.

As duas últimas decisões da Essential foram a aquisição do cliente de e-mails Newton e a apresentação de um futuro novo projeto de smartphone, o Project GEM, que contava com um design curioso, mas que jamais chegou ao mercado.

Agora, a Essential chega ao fim, e entre as suas explicações para fechar as portas, alega que não tem uma forma clara em como abordar os clientes e, portanto, “levando isso em consideração, tomamos a difícil decisão de encerrar as nossas operações e desligar a Essential”.

 

 

 

O que acontece com os clientes da empresa agora?

 

Muito provavelmente sentar na beira do caminho e começar a chorar.

Por um lado, a Essential anunciou que o patch de segurança PH-1 lançado em 3 de fevereiro de 2020 será a última atualização que o Essential Phone vai receber. O dispositivo não contará com o suporte da empresa.

Por outro lado, a mesma Essential liberou o código do seu software no GitHub, para os curiosos e entusiastas que querem assumir o projeto e dar uma sobrevida para o Essential Phone. Já o cliente de e-mails Newton deixa de funcionar em 30 de abril.

 

 

 

Um grande fiasco

 

É dessa forma que podemos resumir a história da Essential. Para uma empresa que chegou prometendo liderar uma revolução na indústria mobile, entregou praticamente nada. Sua rodada de financiamento de US$ 330 milhões e os seus planos grandes e ambiciosos chegaram ao fim em apenas cinco anos.

E tudo isso foi liderado pelo pai do Android. Quem diria…

 

Via Essential


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