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Este é um sério candidato a dispositivo de tecnologia mais estranho do ano. A última coisa que você pode esperar ver antes do Natal é o Escobar Fold 1, smartphone Android dobrável desenvolvido por Roberto Escobar, ninguém menos que o irmão mais velho do famoso narcotraficante colombiano Pablo Escobar.

A Escobar Inc, entre outras coisas, é a empresa que colocou no mercado o lança-chamas que inspirou o maluco do Elon Musk a lançar o dele. Quem sabe o produto principal que a família Escobar produz também tenha inspirado Musk no negócio do lança-chamas, mas eu não vou entrar nesses detalhes.

Agora, vamos falar sobre o smartphone que implora para chamar a atenção em todos os sentidos, com um marketing maluco e agressivo, porém, eficiente.

Tanto, que virou esse post.

Porém… antes de falar do dispositivo…

 

Olha o marketing dos caras! Quase nada apelativo, não?

 

 

 

Mais seguro que Samsung e Apple. Será?

O Escobar Fold 1 lembra muito o FlexPai apresentado na CES 2019, mas contando com especificações melhores e um design em tons dourados que não passa desapercebido por absolutamente ninguém. Mais chamativo, impossível.

Esse smartphone possui uma tela flexível AMOLED de 7.8 polegadas, que pode se dobrar pela metade. Sua resolução é Full HD+ (1920 x 1444 pixels, 4:3 no modo tablet, 308 ppp). O dispositivo conta com o sistema operacional Android 9.0 Pie gerenciado por um processador Qualcom Snapdraon ‘8 Series 8150’ octa-core a 2.8 GHz (traduzindo: Snapdragon 855), nas versões com 6 GB RAM + 128 GB e 8 GB RAM + 512 GB.

 

 

Nas câmeras, temos dois sensores com 16 MP (f/1.8) + 20 MP (f/1.8), o que deve pelo menos fazer o registro das imagens de suas festas pouco lícitas de forma mais, digamos ‘causal’ (não podemos falar se vale a pena ou não sem conferir algumas amostras de fotos do dispositivo).

O Escobar Fold 1 suporta microSD, Dual SIM e 4G LTE, com bateria de 4.000 mAh com modo de recarga rápida e um sensor de digitais para a segurança biométrica do dispositivo. Nas demais especificações, encontramos uma porta USB-C, Bluetooth 5.0 e WiFi dual-band. O dispositivo conta com um case com proteção contra frequências RFID e para outros tipos de comunicação sem fio, o que promete (na teoria) um maior fator de segurança contra vazamento de dados.

 

 

Será que os proprietários desse dispositivo estão preocupados em ter as suas informações vazadas? Se sim, é bom saber que o Escobar Fold 1 conta com um sistema de “segurança especial”, que torna “muito difícil para qualquer pessoa” escanear o dispositivo em busca de comunicações com pessoas próximas (com outros dispositivos).

Também é um dispositivo protegido contra governos que querem acessar seus dados, mas a própria Escobar Inc afirma que o smartphone não é 100% seguro, mas que dispositivos da Apple e Samsung estão 100% abertos aos governos (palavras deles, não minha). O case serve para dar essa capa de proteção.

O slogan do Escobar Fold 1 até que é interessante: “muito smartphone por pouco dinheiro”, e isso é possível pelas vendas diretas aos clientes, sem intermediários.

 

 

Roberto Escobar tem como estratégia “acabar com a Apple” (palavras dele, não minha), tanto no mercado como nos tribunais. Para alcançar esse objetivo, o Escobar Fold 1 tem um preço final para o consumidor de US$ 349, um preço absurdamente baixo para enfrentar telefones que não são dobráveis e que custam mais de US$ 1.000.

Escobar vai além nas investidas, preparando um processo coletivo contra a Apple, alegando que a empresa é uma enganadora, vendendo smartphones sem valor para os consumidores com preços exagerados (mais uma vez, palavras dele, não minha). O processo coletivo deve ser iniciado nos tribunais da Califórnia em 6 de janeiro de 2020, com um valor de US$ 30 bilhões. O objetivo é que a gigante de Cupertino devolva parte dos seus lucros ilegais, e Escobar pagou do próprio bolso quase US$ 1 milhão para iniciar o processo.

Só eu estou achando que essa parte do processo coletivo é apenas para fazer barulho e obter marketing em cima do nome da Apple para promover o baratíssimo Escobar Fold 1?

 

 

De qualquer forma, o smartphone dobrável Escobar Fold 1 vai sair em uma edição limitada de 100 mil unidades. O modelo de 128 GB é o que custa US$ 349. Já a versão com 512 GB custa US$ 499. Lembrando que suas vendas são exclusivas pela loja online da Escobar Inc.

E você? Compraria um smartphone do irmão mais velho do Pablo Escobar? Ou esse é tipo de negócio que pode arruinar você? E dá para acreditar que o processo contra a Apple vai em frente?

 

 

Via Escobar Inc


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