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Parece que o pessoal da Epic Games, desenvolvedora do game Fortnite, não sabe o que significa a expressão “direitos autorais”. E, ao que tudo indica, ninguém sabia que dancinhas ou coreografias estão com os seus direitos protegidos pelos seus respectivos autores. E ver tudo isso nesse momento está sendo algo, no mínimo, muito interessante.

São cinco processos em andamento até agora, e tudo indica que não vamos parar por aqui. Nesse post, vamos destacar os dois novos processos.

O primeiro envolve o ator Alfonso Ribeiro, intérprete de Carlton Banks em The Fresh Prince of Bel Air (no Brasil, Um Maluco No Pedaço), que processa a Epic Games pelo uso não autorizado da sua coreografia em Fortnite.

 

 

A dancinha de Carlton ao som de Tom Jones se transformou em parte da cultura pop, e os processos anteriores motivaram o ator a fazer o mesmo, engrossando a lista de demandas judiciais contra a Epic Games. Ribeiro estava em processo de registrar os direitos da coreografia apenas para obter algo mais concreto para vencer o processo.

Outro jogo que utiliza a dancinha de Carlton é NBA 2K, e sua desenvolvedora também será processada pelo ator. Para os advogados de Ribeiro, a Epic Games lucrou muito com Fortnite, e não compensou financeiramente ou solicitou a permissão para o ator para utilizar a sua propriedade intelectual no jogo.

 

 

O segundo processo envolve o Backpack Kid, criador da coreografia Floss, a mais popular entre os jogadores de Fortnite. Através da sua mãe, ele também está processando a Epic Games por uso indevido de propriedade intelectual.

Essa coreografia também está em processo de patente, e assim como aconteceu com a dancinha de Carlton Banks, a coreografia também foi utilizada pela 2K no mais recente game da franquia NBA.

 

 

Há quem diga que, no caso de Backpack Kid, é apenas alguém buscando os seus 15 minutos de fama (depois que a fama na internet desapareceu). De qualquer forma, vamos ver como os dois casos avançam.

Nos processos anteriores, Chance The Rapper, 2 Milly e o ator Donald Faison não alcançaram nenhum progresso nos processos contra a Epic Games. E, pelo histórico, os dois novos processos também contam com grandes chances de resultarem em nada.


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