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É Windows 11? Ou Windows 10.1?

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Tem gente que não fica satisfeita com nada. Por outro lado, é perigoso ficar alimentando o monstro da expectativa. E entre uma pessoa e a decepção, o caminho pode ser mais curto do que se imagina.

Algumas pessoas estão afirmando que o Windows 11 nada mais é do que o Windows 10 com uma pintura por cima. E no lugar de querer queimar essas pessoas em uma fogueira só pelo prazer de ouvir esses seres gritando e agonizando, é importante ao menos ouvir quais são os argumentos deles.

 

 

 

Isso aqui ainda é o Windows 10

 

 

Alguns especialistas afirmam que tudo o que vimos até agora sobre o Windows 11 tem como único e principal objetivo exatamente esse sentimento que eu, você e qualquer usuário de tecnologia recebeu quando viu as primeiras imagens do “novo” software: promover o hype.

É inegável que as primeiras imagens do Windows 11 chamaram a atenção de muita gente, mas é importante lembrar que só foi apresentada a parte estética do “novo” sistema operacional e, ainda assim, de forma muito superficial.

De fato, nenhum recurso novo apareceu, nenhuma nova funcionalidade vazou, nenhum novo programa integrado ou recurso que promete um melhor desempenho para os nossos computadores. E isso está bem longe de ser chamado de “novo” até agora.

Pensando dessa forma, é fácil concluir que, até o momento, só temos o hype. E quando publicamos coisas nas redes sociais como “o Windows 11 é incrível e chega chutando bundas”, nós estamos alimentando o monstro da expectativa. De forma até irresponsável.

E bem sabemos o que acontece quando o monstro da expectativa é alimentado sem qualquer tipo de controle.

Isso mesmo: a decepção tende a ser enorme.

 

 

 

A alma do Windows 10X está entre nós

 

 

Se uma coisa está muito clara nas primeiras imagens do Windows 11 que vazaram na internet é que a alma do Windows 10X não está perdida vagando por aí ou presa em uma lâmpada ou garrafa esquecida no meio do lixo.

Algumas das boas propostas estéticas e funcionais do finado sistema operacional da Microsoft estão presentes no Windows 11. Por exemplo, os ícones de acesso rápido no centro da barra de tarefas, as bordas de janela arredondadas e o menu Iniciar centralizado.

Todas essas ideias eram do Windows 10X.

Vale a pena lembrar que os usuários mais puristas e conservadores ainda contam com o direito de deslocar o menu Iniciar para o canto inferior direito, tal e como ele sempre esteve. Ponto para a Microsoft, que aprendeu com os erros do Windows 8, e prefere dessa vez oferecer uma liberdade de escolha no lugar de impor mudanças radicais.

No final das contas, as novidades que o Windows 11 propõe são bem vindas, e o principal objetivo aqui é (ao que tudo indica) dar uma bela repaginada na estética do sistema operacional. Apesar de entender que cinco anos é pouco tempo para se cansar da estética de alguma coisa, uma reformulação neste aspecto não é algo ruim.

Mas… será que é o suficiente para chamar de “nova versão do sistema operacional”? Ou estamos diante apenas de uma versão melhorada do antigo Service Pack, que chegava no computador para reformular parte da estética do software?

 

 

 

Muita coisa vai continuar do mesmo jeito

 

 

Exceto pelo fato da versão que vazou ainda ser uma beta inacabada, ao que tudo indica, muito do Windows 10 estará no Windows 11, e isso faz com que alguns especialistas se perguntem se dá para chamar o futuro software de “nova versão do sistema operacional”.

Por exemplo, o Explorador de Arquivos continua com a mesma cara, o prompt de comando (CMD) está lá, e outros elementos como o gerenciamento de tarefas, notificações e ícones do sistema só foram adaptados à linguagem Fluent Design. Ou seja, sem mudanças drásticas e aprofundadas, ou até mesmo novidades relevantes.

 

 

De novo: só poderemos realmente saber o quanto mudou do Windows 10 para justificar a existência do Windows 11 como nova versão de um sistema operacional no dia 24 de junho, quando Satya Nadella e demais protagonistas da Microsoft vão revelar mais detalhes sobre o software.

Até lá, por tudo o que foi apresentado, fica mesmo difícil dizer que o Windows 11 é algo realmente “novo”. Ele traz vários elementos estéticos novos e interessantes, mas daí a dizer que ele vai modificar efetivamente a forma em como nos relacionamos com o sistema operacional da Microsoft…

…está faltando um bocado!

 

 

 

Via The Verge


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