
Tio Phil disse “adeus”
Phil Spencer anunciou que está de saída da Microsoft, após quase 40 anos na empresa. Isso significa que, por tabela, ele abandona o posto de CEO da Microsoft Gaming, para se dedicar a novos projetos.
A decisão de Spencer resultou em um efeito dominó dentro da Microsoft que afetou Sarah Bond, presidente da divisão Xbox, que pediu demissão. E no lugar de Phil, Asha Sharma, até então presidente da divisão de inteligência artificial na gigante de Redmond, assume a divisão para direcioná-la para a nova era da inteligência artificial.
Antes de todo mundo responder a pergunta: “e agora”, vamos conversar um pouco sobre tudo o que Spencer construiu em benefício do Xbox. Pois ele fez história.
Um legado indiscutível

Você até pode ter uma enorme bronca do Phil Spencer, pois as últimas posturas que ele teve com o Brasil em relação ao Xbox passam bem longe de serem respeitosas ou satisfatórias com os fãs locais.
Mas não pode negar o impacto que ele teve dentro da divisão de jogos da gigante de Redmond. É correto dizer que, sem Spencer, o Xbox já estaria morto e enterrado a essa altura do campeonato.
Phil foi o arquiteto do Game Pass, tal e como todo mundo conhecia até o ano passado (antes dos obscenos reajustes de preços). Consolidou o sistema de distribuição de jogos em formato digital, que foi abraçado por toda a indústria.
E, de alguma forma, foi o responsável (ou pelo menos o porta-voz) da era de transição do console como centro de entretenimento para o “Xbox em qualquer lugar”, apostando na multi-plataforma para a sobrevivência do sistema.
São mais de 500 milhões de usuários do Xbox que foram diretamente afetados pelo legado do Spencer na Microsoft. E agora, começamos uma nova fase, que tem cara e cheiro de folha em branco.
Ainda mais quando a sua sucessora está focada na inteligência artificial.
Vamos sentir falta dele?

Do Phil Spencer que consolidou o Xbox como alternativa real na competição dos games contra a Sony e o PlayStation, com certeza sentiremos falta.
Do cara que acabou com o Xbox no Brasil, não há qualquer tipo de interesse em ver esse cara na nossa frente.
As marcas de Spencer no Xbox vão perdurar por um longo tempo. Talvez para sempre, dependendo do ponto de vista que olhamos.
É só pensar que o último grande ato dele na Microsoft foi a compra da Activision Blizzard e todo o seu acervo de jogos, que passa a fazer parte do ecossistema Xbox. Por outro lado, todo mundo está pagando a conta disso no Game Pass Ultimate, que dobrou de preço para cobrir esse rombo financeiro.
O que é certo é que os gamers da Microsoft sempre vão se lembrar de um executivo que, durante décadas, foi a imagem pública do Xbox. E na maior parte do tempo, ele modificou a visão corporativa no negócio dos games, deixando a linguagem mais empática e acessível.
Que Spencer agora possa fazer o que quiser da vida, pois sua missão está cumprida, e seu nome na história dos videogames está mais do que consolidado.
Para o bem. E para o mal também.
Via IGN, TechPowerUp
