E o IPTV da SKY? Vem mesmo?

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“Quando não se pode vencê-los, junte-se a eles”.

É basicamente isso o que diz o rumor da SKY oferecendo o seu serviço de TV por assinatura via IPTV, abandonando de vez a exclusividade em oferecer o seu produto de forma exclusiva pelas antenas mini parabólicas DTH (Direct-To-Home). Motivos para a decisão não faltam e, independente desses motivos, todos são aceitáveis e acertados, na minha modesta opinião.

Não gosto muito de falar sobre rumores, pois eles podem gerar expectativas em usuários mais empolgados (eu, por exemplo). Mas vale a pena refletir um pouco sobre essa possível chegada da SKY no mercado de IPTV.

 

 

 

Eu ergo a placa do “EU JÁ SABIA!”

 

 

Afirmo sem medo de errar que fui um dos primeiros produtores de conteúdo de tecnologia a falar na internet brasileira sobre a possibilidade da SKY em ingressar no mercado de IPTV. Na ocasião, vi essa alternativa como algo muito positivo para a operadora e para os seus clientes, e mantenho a mesma opinião.

E o meu principal argumento está baseado no custo final do serviço.

A TV via internet é mais barata para o consumidor final, já que não tem a cobrança de impostos que o formato tradicional de TV por assinatura possui. Além disso, é mais flexível no seu consumo, já que permite ao assinante em assistir aos seus programas e eventos esportivos e/ou ao vivo em qualquer lugar.

A grande diferença na possível entrada da SKY no mercado de IPTV é que qualquer pessoa vai poder assinar a plataforma, deixando de lado a exclusividade do acesso aos canais via SKY Play para os assinantes do equipamento de TV paga tradicional.

Expandir o SKY Play para outros assinantes (inclusive de diferentes operadores de internet e/ou TV por assinatura) é uma forma inteligente para a SKY expandir a abrangência dos seus serviços e, por consequência direta, obter maiores receitas.

Alguns usuários entendem (e com razão) que um aparelho receptor/decodificador de canais pode encarecer o serviço de IPTV. Por outro lado, entendo que essa será a forma que a SKY e outras TVs por assinatura vão adotar para expandir o alcance dos seus serviços em território nacional.

A Claro já adotou essa estratégia com o Claro Box TV, e está expandindo a sua presença em território nacional. Esse é sinal que a proposta está funcionando. Logo, não há nada de errado na SKY em fazer a mesma coisa, e oferecer um decodificador para os assinantes consumirem os seus canais.

Quem sabe no futuro voltamos a discutir o tema e adotamos um simples aplicativo na Smart TV, smartphone ou set-top-box. Mas pelo menos nesse primeiro momento, é o formato que será adotado pela SKY em expandir o seu IPTV.

 

 

 

Mas… e o DirecTV GO?

 

 

O DirecTV GO vai bem, obrigado. E vai continuar.

Essa será a alternativa para os grandes centros e para os usuários que não querem ter um receptor na sala de casa. É pensado no público mais jovem, que assiste TV no smartphone e quer a flexibilidade de contar com a TV por assinatura em qualquer lugar.

Pelo menos por enquanto, entendo que as duas propostas não se anulam. São visões diferentes do mesmo tema. Mas estou curioso para ver se a SKY realmente vai consolidar o IPTV nas suas operações, e como ele vai evoluir como proposta para os assinantes.

 

 

Via Tecnoblog


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