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Virou uma saga, uma série de posts e, por enquanto, uma trilogia. Mas é preciso analisar com maior riqueza de detalhes essa queda nos números dos fabricantes do mercado de smartphones. E da mesma forma que eu fiz com a Apple e com a Samsung, eu farei com a LG, com uma pergunta capciosa e que sempre atrai visitantes para a leitura do post.

Até porque o título é bem click bait mesmo.

Muitos de nós sabemos que a vida para a LG não está fácil no mercado mobile, e já faz algum tempo. O último smarpthone top de linha que acertou e que não houve grandes questionamentos sobre preços e especificações foi o ótimo LG G4. De lá para cá, foi uma bateção de cabeça sem fim.

O LG G5 teve um sistema modular que não deu certo, o LG G6 veio capado no Brasil (e com um preço no mesmo nível que os concorrentes, que eram mais completos nas especificações técnicas), e o LG G7 ThinQ até que acertou mas… quem testou esse modelo (nós no TargetHD.net não recebemos o produto via assessoria de imprensa da LG, mas muitos veículos muito maiores que nós também não receberam).

O mesmo aconteceu com o ótimo LG V35 ThinQ, que era um ótimo dispositivo mas que não recebeu a visibilidade merecida, chegando ao mercado com um preço acima da maioria dos modelos premium, mas sem promoção e/ou divulgação que explicasse para os usuários por que ele merecia o investimento de R$ 5.000 no Brasil.

A LG Electronics do Brasil não tem culpa disso. O time daqui recebe ordens do time global da LG. E o problema (assim como a verdade) está lá fora.

A LG recentemente passou por diversas modificações na sua estrutura organizacional, trocando executivos na tentativa de oxigenar as decisões estratégicas para o mercado mobile. É claro que os efeitos das mudanças ainda não podem ser sentidos nos produtos (porque eles ainda vão levar um tempo para chegar ao mercado) e nas estratégias comerciais (algo que deve acontecer a partir de fevereiro, com os primeiros anúncios na MWC).

De qualquer forma, a LG repetiu os passos de Samsung e Apple ao anunciar para os seus investidores que revisou os cálculos de suas receitas acumuladas durante o quarto trimestre de 2018, em um cenário um tanto quanto dramático: uma queda de nada menos que 80% em comparação com os números do mesmo período em 2017.

É um cenário assustador, pois estamos falando do trimestre que, em teoria, é o mais forte para qualquer fabricante de eletrônicos de consumo, pois engloba dois períodos de vendas relevantes: Black Friday e Natal. E ainda assim está todo mundo registrando perdas.

Por enquanto, não dá para achar que é o fim da LG no mercado mobile, mas de todas as empresas que eu comentei aqui no blog, é justamente a LG que tem o sinal mais amarelo piscando com sirene altíssima, quase virando para o vermelho.

A empresa já está patinando no mercado há tempos. Uma queda com cara de tombo é tudo o que a LG não precisa nesse momento. Se o cenário se agravar, o NÃO de 2019 pode virar um SIM em 2022, por exemplo.

É mais uma que precisa se reinventar em um mercado que claramente chegou no seu limite de crescimento.


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