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É o fim da Disney Home Video, e por tabela, o fim da mídia física

A mudança no mercado de entretenimento doméstico acaba de sofrer um abalo sísmico com essa trágica decisão tomada pela Disney.

é uma medida que afeta diretamente colecionadores e entusiastas que ainda prezam pela mídia tangível. A gigante do entretenimento decidiu simplesmente acabar com sua divisão interna de Home Video.

Isso significa que se você ainda tinha alguma esperança de ver a Disney lançando DVDs e Blu-rays de suas obras, isso acaba nessa decisão.

Não se trata de uma simples redução, mas da eliminação total de um setor inteiro da companhia.

E isso está acontecendo para priorizar o streaming.

O que segue retirando de todo mundo o direito de propriedade e legado das obras.

 

O fim de uma era interna

A Disney demitiu toda a equipe dedicada ao mercado de DVD, Blu-ray e 4K Ultra HD. A informação, inicialmente reportada pelo The Wrap, foi confirmada por ex-funcionários da própria empresa.

O movimento faz parte de uma reestruturação mais ampla, orquestrada pelo novo CEO, Josh D’Amaro. A estratégia busca tornar a empresa mais ágil e focada em tecnologia, resultando na eliminação de aproximadamente mil postos de trabalho.

Entre os demitidos estão profissionais veteranos que atuavam na distribuição física de clássicos e lançamentos. Um executivo do setor, cujo último dia de trabalho foi recente, declarou publicamente seu estado de choque com a notícia.

 

O contexto comercial e a parceria com a Sony

Para entender o ocorrido, é necessário observar um movimento anterior do estúdio. Em 2024, a Disney firmou um acordo de licenciamento com a Sony Pictures Entertainment.

O contrato transferiu para a Sony a manufatura, a distribuição e o marketing de toda a mídia física da Disney na América do Norte. Com a terceirização das operações, a manutenção de uma equipe interna robusta tornou-se, na visão da nova gestão, redundante.

A parceria com a Sony segue ativa, o que não significa, necessariamente, o fim imediato dos lançamentos físicos. No entanto, a ausência de um departamento criativo interno levanta dúvidas sobre a curadoria e a frequência de futuros títulos.

 

A priorização do streaming

O abandono do suporte físico reflete a prioridade máxima da empresa ao ambiente digital. A estratégia de Josh D’Amaro foca no crescimento por meio de jogos, inteligência artificial e interatividade.

O Disney+ continua sendo a principal vitrine para o acervo da empresa. A corporação também planeja integrar o Hulu ao Disney+ ainda em 2026, consolidando sua oferta de streaming.

Houve um tempo em que a Disney revolucionou as vendas de home video com clássicos como “O Rei Leão”. Agora, a prioridade é conquistar assinantes digitais e gerar receita por meio de experiências imersivas e produtos licenciados.

 

O impacto para os colecionadores

A situação atual gera incerteza sobre o futuro de edições especiais e lançamentos em 4K. Fãs de capas steelbook ou de box sets com conteúdos extras podem enfrentar um deserto de novidades.

A decisão de eliminar o departamento de Home Video ocorre em um momento delicado para o formato físico. Embora existam nichos de resistência — e até de crescimento — nos Estados Unidos, a tendência de declínio ainda predomina no cenário global.

A mensagem que fica é clara: lucro e agilidade tecnológica superam a nostalgia da prateleira. A Disney aposta suas fichas no futuro do consumo digital e experiencial.

 

Via: Cord Cutters News, Media Play News, Screen Rant, IMDb, Home Theater Forum, The Wrap