Isso mesmo. Post click bait SIM, pois é preciso esclarecer as coisas para acalmar os fanboys e os haters. Apesar do cenário atual ser atípico, a Apple ainda é uma gigante da tecnologia. E como prever o futuro é algo impossível, podemos ao menos falar sobre o cenário atual.

O cenário atual é realmente conflitante. O sinal, que era amarelo desde o final do ano passado, ficou vermelho de uma hora para outra, a sirene de pânico começou a soar alto em Cupertino. E é compreensível que algumas pessoas, pelos mais diferentes motivos, comecem a pensar que está tudo perdido.

E aí vem a pergunta do título desse post…

 

 

É o fim da Apple?

Não… não é o fim da Apple. Ainda.

 

 

Mesmo que eu pense que a estratégia de manter a maior parte dos seus lucros em um único produto algo bem arriscado, este ainda não é o início do fim da Apple. E não deve ser por mais algum tempo.

O iPhone ainda é um dos smartphones que mais lucros oferecem para o seu criador (para não dizer que é o dispositivo que entrega a maior margem de lucro de todo o mercado), com quase 40% de lucros por dispositivo vendido. Sem falar que este smartphone segue como líder em mercados importantes, como é o caso dos Estados Unidos.

Por outro lado, a verdade é que a Apple paga um pouco o preço de ter um dos smartphones mais caros do mercado. Eu não consigo parar de pensar na possibilidade dos elevados preços dos iPhones carregarem parte da culpa desse cenário de quedas nas vendas dos telefones.

 

 

E a Apple vai reduzir o preço dos novos modelos de iPhone?

Muito pouco provável.

 

 

Primeiro: se reduzir o valor dos iPhones, a Apple basicamente dá a mão à palmatória, e confirma a teoria que o elevado preço final dos produtos é o principal culpado por essa crise.

Segundo: a Apple nunca reduziu o preço de um produto recém lançado.

O iPhone é símbolo de status, e a Apple não quer perder isso. Mas será interessante ver o que eles vão fazer com um iPhone caro demais para o cenário estabelecido em 2019.

Não podemos nos esquecer que, ainda que o iPhone seja o seu produto principal, a Apple tem muitos produtos no mercado. E nos últimos anos investe cada vez mais em serviços, onde soluções como App Store e Apple Music não param de crescer, se tornando parte importante nos seus lucros. E o especulado serviço de streaming de vídeo para concorrer com Netflix, Amazon, HBO e derivados pode ser a grande aposta de futuro da empresa.

Lembrando que a Apple vai anunciar os seus resultados financeiros no dia 29 de janeiro. Só ali veremos os números reais e, principalmente, a reação dos seus acionistas.

Quem sabe a resposta começa a mudar depois desse dia.