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Doom agora roda até em carregador da Anker

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Doom é um jogo eterno. Lançado em 1993, ele continua sendo um dos games mais adaptáveis da história dos videogames, mostrando como o seu legado permanece bem vivo, mesmo depois de mais de 30 anos do seu lançamento.

Ele é uma espécie de Windows 95 dos games, basicamente.

Já o vimos ser executado em dispositivos improváveis, como impressoras, calculadoras, caixas eletrônicos e até testes de gravidez. Ou seja, qualquer novidade depois disso não será um grande absurdo.

Agora, ficamos sabendo que o modder Aaron Christophel conseguiu rodar Doom em uma estação de carregamento Anker, expandindo ainda mais a longa lista de plataformas inusitadas para o título.

 

A engenhosidade por trás do projeto

O carregador Anker Prime GAN, com potência de 250 W, possui um hardware relativamente modesto, mas mais do que suficiente para essa façanha, tal e como normalmente acontece com qualquer outro gadget que executa o jogo neste momento.

Com um processador ARM Cortex-M33 de 150 MHz, 8 MB de RAM e 16 MB de memória flash, o dispositivo originalmente gerencia apenas o carregamento de outros aparelhos. Mas com pequenas modificações de software e a inclusão de um sistema de controle baseado na roda lateral do carregador, foi possível movimentar o Doomguy e até disparar nos inimigos sem a ajuda de um teclado ou joystick.

Um dos pontos mais curiosos do projeto é o controle improvisado na roda lateral do carregador, que funciona para movimentação e disparos, enquanto a combinação de empurrar e girar permite rotacionar a visão do personagem principal.

Isso possibilita uma jogabilidade básica diretamente no carregador, com a tela OLED de 2,26 polegadas exibindo o jogo em resolução de 480 x 200 pixels. E mesmo com todas as limitações de resolução, o resultado visual é surpreendentemente satisfatório.

Fora o fato de ser uma tela pequena demais para entregar uma imersão completa, a experiência é aparentemente positiva para esse tipo de experimento.

 

Doom é fascinante porque não rodava em qualquer PC

Nos anos 1990, Doom exigia computadores caros para rodar de forma minimamente fluida. E naquela época, os computadores eram produtos caros para a grande maioria dos meros mortais.

Hoje, ver o jogo funcionando em um simples carregador mostra como foi o avanço tecnológico de lá para cá, e como a criatividade da comunidade de modders é elevada em níveis extremos.

A iniciativa se junta a outros projetos de Aaron Christophel, que já levou Doom a tiras de fitness, modems LTE e outros dispositivos inusitados.

Porque o céu é o limite para Doom.

Três décadas após seu lançamento, Doom continua a atrair fãs e criadores dispostos a explorar os limites do possível, e tudo leva a crer que isso não vai parar por aqui.

É só dar margem para a criatividade humana florescer, e teremos resultados surpreendentes. Só a Sony e a Microsoft não conseguem fazer os seus consoles atuais rodar jogos em 4K a 120 fps, pois aparentemente qualquer modder pode fazer muito mais do que a dupla…

…que não entrega jogos novos pra consoles da atual geração, que ficam mais caros depois de cinco anos, algo que é de difícil compreensão para a maioria de nós, meros mortais.

O port para o carregador Anker é mais uma prova de como o clássico não apenas resistiu ao tempo, mas se transformou em um verdadeiro laboratório de experimentação para a tecnologia e a cultura gamer.

 

Via Tom’s Hardware


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