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Dobráveis triplos ganham formatos criativos

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Duas dobras nos smartphones dobráveis não é o suficiente. Agora, as pessoas querem dispositivos com três dobras (ou melhor, com duas dobras e três telas), apresentando inovações de design que, obviamente, vão encarecer ainda mais os dispositivos.

Tem gosto e bolso para tudo nessa vida. E os fabricantes estão apostando pesado nessa proposta de telefones com telas triplas, que podem transformar qualquer smartphone em um tablet funcional para as mais diversas tarefas.

Mas… será que o nosso bolso dá conta de tudo isso? Não seria melhor ter um smartphone e um tablet conjugados, só para evitar pagar caríssimo em um telefone com design diferenciado?

 

O problema não é o preço (bom… mais ou menos…)

Não nego que ainda acho uma piada de mau gosto o Huawei Mate XT Ultimate Design custar R$ 32.999, ou metade de um Renault Kwid, na conta de padaria mais sincera que você vai encontrar na internet.

Por mais que o dispositivo conte com um design diferenciado e propósito específico para o fabricante (que é marcar presença no mercado brasileiro), chega a ser ofensivo o preço de um produto como esse por aqui.

Mas esse nem é exatamente o ponto para as marcas.

Oferecer produtos inovadores pode ajudar a vender aqueles que não são tão caros ou tão badalados assim.

Os modelos mais caros são produtos de ponta de toda a regra. Logo, podem dar a entender para o grande público que a marca pode sim oferecer dispositivos de qualidade nas faixas menos caras de preço.

E no caso do Mate XT Ultimate Design, ele é tão caro, que a Huawei não tinha outra alternativa, a não ser pedir o rim do pobre coitado que considerar a compra do modelo.

 

Ainda bem que existe a concorrência…

Não falo exatamente de Samsung e Motorola, que já contam com modelos dobráveis, mas não com telas triplas.

Falto de uma Tecno, que pode ser desconhecida aqui no Brasil, mas faz parte de um dos grupos que mais vende smartphones no mundo.

O Tecno Phantom Ultimate G Fold vazou na internet, e é diferente dos demais pois conta com dobradiças em formato de “G”, e não de “Z”, como acontece com o seu concorrente na Huawei.

Ao menos uma empresa está tentando um formato mais disruptivo para tentar chamar a atenção do público consumidor para a sua proposta.

Sem falar na Infinix (que faz parte do mesmo grupo da Tecno), que apresentou recentemente em um dobrável com três telas em formato Flip, com três dobras e duas dobradiças em formato de “Z”.

Um tanto quanto ousado demais, mas não podemos julgá-los por tentar.

Ainda entendo que a brincadeira dos telefones dobráveis com três telas ainda pode chegar longe demais, tanto nas propostas a serem apresentadas quanto nos preços que serão cobrados por eles.

Se bem que…

Diferente do que aconteceu com os modelos com duas telas, será muito mais fácil convencer o consumidor de que os modelos com três telas em dobra contam com maior qualidade e resistência.

O duro é convencer de que vale o preço que custam.

Mas isso passa bem longe de ser um problema meu.

O marketing das marcas que cuidem disso.

 


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