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É sempre bom receber boas notícias na vida, não é mesmo?

Diego Lerner é o presidente do Grupo Disney na América Latina, e ele confirmou que o plano da empresa é fazer com que o Disney+ tenha uma penetração em massa no mercado brasileiro. Para isso, a plataforma terá preços agressivos e, segundo palavras do executivo, “na mesma faixa do menor preço da Netflix”.

Vamos entender melhor o que isso quer dizer, e como os assinantes podem se beneficiar dessa declaração.

 

 

 

Vamos receber mais por menos

 

 

Lerner deixa claro que a decisão tem três fatores primordiais:

1) Facilitar a expansão do Disney+ no Brasil;
2) Competir diretamente com a Netflix;
3) Respeitar o perfil do consumidor brasileiro.

 

Quando olhamos para os lados, é fácil entender tudo isso.

A Disney sabe que o mercado brasileiro é muito importante para os seus planos de expansão global, não apenas por causa do tamanho, mas principalmente pelo fato do consumidor ter recebido o streaming de braços abertos. A competição aqui se tornou intensa a ponto da Netflix ser superada pelo Globoplay em número de assinantes, algo impensado em um passado não muito distante.

Além disso, o entendimento da Disney que o brasileiro não está acostumado a pagar caro por um serviço de streaming pode resultar em uma queda de preço da concorrência, que sabe que precisa competir com ela. Logo, vamos nos beneficiar de um possível “efeito cascata” com preços relativamente competitivos para todos.

 

 

E, falando especificamente dessa briga Disney+ vs Netflix, é importante lembrar que o serviço da Disney é oferecido em um pacote único, sem distinção de resolução de imagem, e já oferecendo acesso para diferentes membros da família. E em uma faixa de preço onde a Netflix só oferece acesso a uma tela e em resolução SD.

Bem sabemos como a relação custo-benefício sempre fez a diferença nessas horas.

 

 

 

Mulan e Soul estreiam sem cobrança adicional no Brasil

 

 

Outra novidade importante compartilhada por Diego Lerner é que o assinante brasileiro do Disney+ não terá que pagar a mais para assistir Mulan. O filme estreia por aqui no começo de dezembro, mas sem cobranças adicionais.

O mesmo vai acontecer com Soul, animação da Pixar programada para estrear nos cinemas em fevereiro de 2020, mas que desembarca na plataforma antes do Natal, mostrando que a Disney pode mesmo deixar o formato do cinema tradicional de lado para aumentar os seus lucros com a oferta de conteúdo.

Por fim, os conteúdos da Disney deixam de estar disponíveis em outras plataformas digitais a partir de 17 de novembro de 2020, data de estreia do Disney+ no Brasil. E nem dá para julgar tal iniciativa: tudo é pensando no objetivo final de conquistar o maior número de assinantes possível.

E por tudo o que foi dito até agora, não será surpresa se o Disney+ assumir a liderança do mercado brasileiro de streaming rapidamente.

 

 

Via Veja


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