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Agora sim, Netflix: pode começar a tremer e ficar em posição fetal, chorando, gemendo e com medo.

Todo mundo sabia que, com a chegada de plataformas como Apple TV+ e Disney+, a guerra do streaming começaria de vez. Mas ninguém esperava um início tão frenético para a plataforma da Disney.

Ontem (12), o novo serviço de streaming com os conteúdos da Disney (e de outras aquisições recentes) deu o seu pontapé inicial nos Estados Unidos, Canadá e Holanda. E, apesar de todos os problemas do primeiro dia (muita gente tentou, mas não conseguiu acessar o seu conteúdo), a empresa do Mickey Mouse anunciou que o Disney+ já alcançou a marca de 10 milhões de usuários.

 

 

Interpretando os números

É importante lembrar que o Disney+ tem um período de testes gratuito. Logo, os 10 milhões de usuários anunciados pela Disney já estavam em testes na Holanda. Além disso, o preço competitivo de US$ 6,99 por mês e o seu potente catálogo tem o mesmo efeito de abelhas em torno do mel, ou formigas com açúcar.

Ou vai me dizer que você não está doido para assistir ao primeiro episódio de The Mandalorian, mesmo que seja de forma “extra oficial” (se é que você me entende)?

 

 

Nem tudo são boas notícias

 

 

A Netflix levou muito mais tempo para alcançar tais números, mas estamos falando de outros tempos, outra mentalidade e outro mercado do entretenimento. Olhando para o futuro, a Disney informa que só vai anunciar o número de usuários da sua plataforma de streaming a cada apresentação de seus resultados financeiros, da mesma forma que os seus competidores estão fazendo. Mas o simples anúncio do número de usuários promoveu um aumento de 1.6% no valor das ações da empresa.

Muitos fatores podem influenciar o lançamento de um produto. Por um lado, o catálogo é ótimo, ainda mais com os filmes de Star Wars em 4K. Por outro lado, exibir 2/3 das temporadas de The Simpsons com a imagem decepada (em 16:9, e não em 4:3) é um crime quase imperdoável.

 

 

Outro fator para o sucesso (ou fracasso) de um lançamento é a estabilidade do serviço (ou a falta dela), e é aqui onde o Disney+ mais falhou. No dia do seu lançamento, inúmeros foram os registros de quedas na plataforma, onde muitos usuários sequer conseguiram fazer o registro e, quando conseguiram, o sistema não funcionava direito.

A Disney pediu desculpas e reconheceu que estava trabalhando para solucionar os problemas. E não são poucos esses problemas.

Por isso, os 10 milhões são expressivos. São. Mas não impressionam aos mais exigentes.

 

 

Via Bloomberg


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