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Deu ruim para a Apple no iPhone Air…

Ao que parece, deu ruim para a Apple com o iPhone Air.

Um dos termômetros mais relevante sobre o sucesso de um produto no mercado de tecnologia é o comportamento da cadeia de suprimentos para os fabricantes. E no caso do iPhone Air, os sinais de fracasso do produto são cada vez mais claros.

Fontes da Nikkei Asia afirmam que a produção do iPhone Air foi reduzida para níveis tão baixos, que fica mias fácil dizer que o produto está em “fim de linha”, confirmando que a Apple mudou os planos para o produto e, muito provavelmente, deve descontinuá-lo mais rápido do que o esperado.

 

O que deu errado com o iPhone Air?

Em teoria, o iPhone Air deveria atender a uma demanda de um teórico grande grupo consumidor, que gostaria de contar com um smartphone mais fino para carregar no bolso durante as jornadas diárias.

Na prática, até quem queria um dispositivo com essas características virou as costas quando a Apple cobrou um preço obsceno por ele. Ainda mais com as restrições que o dispositivo possui justamente em função do seu design.

O grande ponto negativo do iPhone Air é o mais óbvio de todos: a autonomia de bateria.

Com apenas 3.419 mAh alimentando um smartphone com tela grande e processador potente, é de se esperar que essa bateria (que não é de silício-carbono) não aguente as demandas contemporâneas, principalmente na era da inteligência artificial nos dispositivos de tecnologia.

E o design, neste caso, não é tudo.

Não podemos culpar a Apple por tentar diversificar os seus produtos. A concentração de vendas nos dois extremos (iPhone básico e iPhone Pro) é algo que preocupa a empresa a algum tempo.

Porém, está evidente que a empresa não sabe direito o que fazer com esse segmento “intermediário” do iPhone. Se as pessoas não querem um iPhone mini (porque telas pequenas demais não são compatíveis com a internet visual de hoje), nem o iPhone Plus (porque ter uma tela maior com restrições técnicas não é algo tão bom assim) e nem o iPhone Air… o que as pessoas querem?

#SPOILER: um iPhone menos caro.

 

Um experimento caro?

Há quem diga que o iPhone Air nada mais foi do que um grande campo de testes para que a Apple lance o tão esperado (por alguns) iPhone dobrável. Tento resistir a essa teoria, pois seria algo caro demais para qualquer empresa de tecnologia.

Gastar tanto tempo e recursos para um produto fracassar no mercado é o tipo de luxo que nem mesmo uma gigante como a Apple pode se dar a ter. E se isso realmente aconteceu  – o iPhone Air existiu para preparar o consumidor para o iPhone Fold -, é um dos movimentos mais controversos que a Apple fez até hoje.

Prefiro acreditar que o iPhone Air simplesmente não deu certo porque o consumidor não está realmente querendo um smartphone ultrafino que vira um telefone fixo caro. Quer sim um dispositivo com design refinado, mas com bateria de 7.000 mAh, tal e como outras marcas chinesas estão entregando neste momento.

O que serve de consolo para a Apple é que ela não está sozinha neste fracasso dos telefones ultrafinos. A Samsung já teria cancelado o Galaxy S26 Edge por motivos similares, e os dois movimentos reforçam a ideia de que o mercado “forçou a barra” nessa proposta de design.

Mas falo sobre isso em um outro momento.

 

Via The Verge