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Desmentindo as fake news sobre o 5G

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O 5G está chegando e, com ele, vários rumores estão aparecendo ou renascendo. É normal ver algumas pessoas contra às mudanças e novas tecnologias, e é esse tipo de gente que está mais propensa a acreditar ou criar notícias falsas para reforçar suas convicções. E para combater pessoas assim, existem pessoas como eu, que desmentem os mitos e rumores que envolvem as novas tecnologias.

Essa é a missão desse post: desmentir ou esclarecer os rumores envolvendo o 5G.

 

 

 

5G e a radiação

 

 

As redes telefônicas em geral produzem um pouco de radiação, mas estão bem longe de serem prejudiciais aos seres humanos.

Os especialistas definem dois tipos de radiação: a ionizante (segura) e não ionizante (não segura). A primeira tem longitudes acima da luz ultravioleta ou raios gamma. Tal radiação pode ser muito prejudicial ao corpo, atacando diretamente o DNA e eliminando as moléculas base, o que pode gerar no futuro determinados tipos de câncer e rumores no corpo.

Já as ondas de rádio 4G LTE (ou de baixa frequência) não são ionizantes, ou seja, não produzem o mesmo dano. Mas isso não significa que ela não pode resultar em danos, especialmente em altas temperaturas. Mesmo assim, seria em quantidade similar à radiação emitida pelo microondas, algo que todo mundo tem em casa hoje.

 

 

 

Bronzeamento artificial é mais perigoso que o WiFi

 

 

Um smartphone deve produzir em média 1.6 watts por kg de massa (isso nos EUA; no Brasil, esse valor é ainda menor). Esse é um calor que o ser humano não percebe, e não causa danos ao corpo humano.

Já uma máquina de bronzeamento artificial produz em média 105 W por kg, um valor muito maior que os números máximos dos smartphones. Ou seja, queimar muito a pela de forma artificial é pior do que fazer chamadas telefônicas.

 

 

 

5G, smartphones e o câncer

 

 

Ao longo dos anos, diversos estudos decidiram analisar a radiação eletromagnética nos smartphones. Em 20111, a OMS realizou testes onde classificou os celulares como cancerígenos do tipo 2B. Porém, o mercado mobile era emergente, e não foram feitos outros estudos que entregaram resultados mais conclusivos.

Em 2016, estudos realizados nos Estados Unidos analisaram os efeitos das redes 2G, CDMA, GSM e 4G em ratos, em um nível de aproximadamente 15W por kg por sete dias. Depois de dois anos de experimentos, vários dos ratos testados apresentaram tumores pelo longo tempo de exposição aos limites estabelecidos.

Porém, a própria FDA entrega evidências que sustentam a segurança dos dispositivos móveis de todas as tecnologias disponíveis no interior de um smartphone. Nos testes com ratos, foram utilizados níveis 60 vezes mais baixos do que o estudo mencionado no parágrafo anterior, e as medições são similares ao que as pessoas podem considerar como “algo normal”.

Várias críticas apareceram em relação ao estudo, mas a grande façanha do mesmo foi uma incidência particular nas ratas, que foi o surgimento dos Schwannomas cardíacos, ou pequenos tumores benignos no coração. Tais tumores aparecem em maior quantidade nos machos que nas fêmeas, mas não está claro por que isso aconteceu.

 

 

Sobre a incidência de câncer pelas redes móveis, as taxas indicam a ausência de incidência. Nas últimas décadas, os seres humanos estão cercados de redes, e os dados do centro SEER nos Estados Unidos já registravam um aumento dos casos de câncer antes da massificação dos smartphones.

Por outro lado, os números caíram nos últimos anos por causa das melhorias nos tratamentos, enquanto os celulares se massificando. Desde 1983 até 2019, o índice de câncer no mundo aumentou apenas 1.14%.

Ou seja, não existe uma correlação entre as novas tecnologias de rede CDMA e GSM com as taxas de enfermidade. As redes 5G são catalogadas pelos especialistas como “redes de baixa frequência”, com menor possibilidade de provocar o câncer.

Sobre os rumores que relacionam o uso de dispositivos móveis e a diminuição de espermatozoides, não existem estudos sobre isso, mas há quem diga que o calor emanado dos telefones poderia estar relacionado com isso. Mas nenhum estudo claro sobre o assunto.

 

 

 

Conclusão

 

 

Não existem evidências reais que relacionem o câncer com as redes móveis, e tudo o que é dito até agora não passa de rumores sem fundamento ou qualquer visão científica. Ou seja, parem de acreditar ou compartilhar bobagens que sequer podem ser explicadas com racionalidade.

Se você quer obter mais informações sobre o tema, deixamos os links de estudos interessantes sobre o assunto:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21712479
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23591455
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27197787

 

 

Via FCC, IARC, Biorxiv, FDA, Science Direct, SEER, Android Authority, MayoClinic


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