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Cuidado com a pirataria no Microsoft Office

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Antigamente, o Microsoft Office custava um rim e um fígado de qualquer pessoa. Logo, era relativamente comum ver usuários de computadores pirateando o software da gigante de Redmond, sem muitos pudores.

Confessa: você também fez isso no passado.

Hoje, nos tornamos pessoas decentes, ganhamos salários melhores, e o Office Online pode ser utilizado de forma gratuita. Além disso, a Microsoft mudou a proposta do seu pacote de escritório, que deixou de ser um produto para ser um serviço e, por consequência disso, adotou o formato de assinatura.

Mesmo assim, tem gente que gasta quase R$ 10 mil em um computador, e não tem coragem de pagar menos de R$ 300 na licença do Microsoft Office. E esse tipo de gente não se dá conta dos perigos que existem em usar um software pirata, principalmente em um tempo onde todos os dispositivos estão conectados à internet de alguma forma.

Vamos tentar abrir os olhos de alguns cegos neste post.

 

 

 

Os perigos das cópias piratas do Microsoft Office (e de outros)

Quando falamos em software pirata, temos que entender aqui que são os programas modificados ou crackeados. Para quem não é das antigas ou não sabe do que estou falando, o crack é um pequeno software que modifica características do aplicativo original para permitir que o mesmo rode sem licença nos computadores ou smartphones.

Considerando que estamos em um momento onde qualquer coisa está conectada na internet, um programa crackeado pode ser a porta aberta para vírus, malwares e invasões de PCs com Windows 10. E isso não acontece apenas com o Microsoft Office: o Adobe Photoshop, outro software que também era bem caro no passado mas que adotou o formato de assinatura no presente, é igualmente alvo dos cracks e dos golpes digitais.

O mais recente ataque cibernético utilizando tais práticas se aproveita da instalação dos arquivos de crack no Office e Adobe Photoshop para instalar um malware de backdoor que acaba comprometendo a integridade do software, enviando todos os dados coletados para as redes TOR.

O esquema do ataque funciona da seguinte maneira:

 

  1. Um malware de backdoor é instalado, e o ciber criminoso assume o controle do dispositivo, roubando senhas, arquivos e outras credenciais.
  2. Também é possível roubar carteiras digitais armazenadas no dispositivo.
  3. Quem usa o Firefox pode ter os seus perfis pirateados, hackeando senhas armazenadas no navegador, todo o histórico de navegação, cookies e favoritos.
  4. Uma vez executado o crack, ele libera uma cópia do arquivo ncat.exe (que envia dados via rede TOR), além de armazenar um arquivo batch com a linha de comandos para utilizar as portas de comunicação em um domínio .onion.
  5. As ferramentas criam um mecanismo que atua sobre esse backdoor a cada 45 minutos, sem enviar solicitações para as vítimas do ataque. Tudo é automatizado. Não há a intervenção de um ser humano no processo.

 

E o mais grave de tudo isso: essa ameaça está ativa desde a segunda metade de 2018, e só agora ficamos sabendo disso.

 

 

 

O que aprendemos aqui?

Que os usuários mais espertinhos podem pagar caro por tentar enganar a Adobe e a Microsoft.

Eu sei que dinheiro não nasce em árvore. Porém, se você paga caro em um computador ou smartphone, não dá para ser avarento na hora de pagar por um software oficial. A assinatura do Microsoft Office é muito mais barata do que o preço do produto final, e se tornou algo acessível para praticamente qualquer usuário.

Logo, é melhor investir alguns reais a mais do que ter um prejuízo muito mais caro do que uma simples licença anual de um software original.

Resumindo: deixa de ser besta ao tentar ser esperto.


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