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Apesar de Tim Cook convocar uma reunião de emergência na Apple para tentar dizer alguma coisa que apague o incêndio de momento, se você pensa que o preço dos iPhones vão cair diante da queda das vendas de telefones e da queda de 10% no valor de mercado da gigante de Cupertino, é melhor esperar sentado.

Em uma situação considerada normal de temperatura e pressão, qualquer empresa na mesma situação promoveria uma queda de preços nos seus principais produtos para atrair consumidores e estimular as vendas. E não seria a primeira vez que testemunharíamos esse movimento no mundo da telefonia móvel.

Mas no caso da Apple, não é assim que a banda toca, e dificilmente a banda vai tocar assim. E o risco da empresa seguir desafinada com o restante do mercado é enorme.

Historicamente, a Apple nunca reduziu o preço dos seus smartphones diante de uma crise. A regra é promover a redução de valores dos produtos (ou sua natural desvalorização, como queiram) um ano depois do seu lançamento, e coincidindo com a chegada de uma nova geração desses produtos.

No caso dos demais produtos da gigante de Cupertino (MacBooks, iMacs, etc), a regra muda, com uma janela maior. E tradicionalmente a mesma regra de redução de preços para o iPhone vale para o iPad. Isso, quando a geração do ano anterior não é sumariamente descontinuada.

Logo, não acredito que Tim Cook vai optar por uma redução de preços dos atuais iPhones. Isso seria admitir a derrota (ou o fracasso nas vendas) menos de seis meses que o produto chegou ao mercado. Não só os consumidores que compraram a primeira leva dos novos iPhone XR, XS e XS Max ficariam p*t*s com essa decisão, mas também os investidores.

Principalmente os investidores.

O simples anúncio que a Apple vai lucrar menos que o estimado (diferença de nada desprezíveis US$ 9 bilhões PARA MENOS) já resultou em uma queda no valor de mercado de 10%. Se a Apple anunciar uma redução de preços nos modelos atuais nesse momento (jogando a toalha de vez), a queda na bolsa pode ser ainda maior.

Logo, o melhor cenário para Tim Cook e companhia é basicamente negar que está em crise, dizer que está tudo bem e esperar pelo menos até os produtos completarem pelo menos seis meses de mercado para pensar na possibilidade de reduzir os seus preços.

Podem até usar a desculpa do “estamos preparando a nova geração” para a redução de valores. Mas só depois. Agora, não.

Agora a Apple precisa se virar com o iPhone X de 2017, que voltou ao mercado diante os problemas recentes.


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