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Em vários estados brasileiros, o isolamento social para tentar evitar a expansão do coronavírus já dura uma semana. Porém, Rio de Janeiro e São Paulo começaram a fazer o mesmo apenas nessa semana. E a população de dois grandes centros passa a ficar em casa para evitar o pior. E isso pode significar o pior na internet brasileira.

As operadoras estão se esforçando para manter os serviços de telecomunicações no Brasil funcionando durante a pandemia do COVID-19, mas começam a manifestar que pode parar tudo se não houver mudanças nas decisões tomadas pelos governantes.

Nesse post, mostramos os dois lados dessa moeda.

 

 

 

Operadoras se comprometem a manter o Brasil conectado

 

 

A Anatel e as operadoras de telecomunicações firmaram um compromisso público que vale durante o período de quarentena e reclusão domiciliar. Todos os envolvidos se comprometem a tomar medidas para que os serviços de telecomunicações não sejam interrompidos no Brasil.

Abrint, NeoTV, Sinditelebrasil, Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Telefônica e TIM são algumas das prestadoras de serviços que assinaram o compromisso em manter os serviços de internet, telefonia e TV por assinatura, independente da mudança do perfil de uso.

Além disso, as equipes técnicas, administrativas e de atendimento continuam com suas funções operacionais (mesmo porque o governo brasileiro considera o serviço de internet de primeira necessidade), mas as operadoras devem adotar medidas que visam garantir a segurança e saúde dos seus colaboradores e da população em geral.

As operadoras também devem oferecer suas infraestruturas para manter a população informada sobre o COVID-19, com apoio especial para os serviços de saúde e segurança pública, que terão atendimento prioritário.

O consumidor terá mais alternativas para seguir utilizando os produtos, com mecanismos de pagamento de faturas adequados ao novo cenário. Os clientes pré-pagos terão atenção especial nesse aspecto.

Por fim, um gabinete de crise está avaliando o tempo todo a condição do tráfego e da capacidade das redes brasileiras.

OK… tudo está sendo feito da maneira correta. Porém…

 

 

 

Operadoras alertam que serviços podem ser interrompidos

 

 

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sindtelebrasil) emitiu um comunicado em tom de alerta para os governos estaduais e municipais, que estão tomando medidas que colocam em risco a oferta dos serviços de telecomunicações no país durante a pandemia do coronavírus.

Para o sindicato, algumas funções não podem parar, e estados e municípios estariam tomando decisões que estão restringindo as operações em call centers e de técnicos para instalação e manutenção de redes, o que não compete aos gestores públicos.

As operadoras alegam que estão mantendo as equipes reduzidas para garantir a conectividade dos usuários, e que os serviços desse setor seriam regulados por normas federais, com atuação da Anatel.

O sindicato reforça que várias medidas de proteção aos funcionários já foram tomadas para manter os serviços em funcionamento, como a implementação de espaço de trabalho maior entre colaboradores, ambientes mais ventilados, disponibilização de álcool em gel, políticas específicas para grupos de risco, adoção do home office e divulgação das dicas de higiene.

 

 

 

Conclusão

 

Particularmente, estou a favor das medidas enérgicas para evitar a expansão do COVID-19 no Brasil, mas compreendo que todos os lados precisam conversar para alcançar um entendimento comum. Caso contrário, vai faltar internet na casa de muita gente, o que é péssimo a essa altura do campeonato.

 

 

Via Minha Operadora, Minha Operadora


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