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Apesar de alguns políticos entenderem algo diferente, a medida mais eficiente para tentar evitar a expansão da pandemia do coronavírus no Brasil é mesmo o isolamento social. Com a contaminação comunitária e a ausência de testes para saber quem está ou não com o COVID-19, a melhor coisa que qualquer pessoa de bom senso pode fazer é ficar em casa.

Nesse momento, o consumo de dados de internet está acima da média, e em qualquer horário do dia ou da noite. E esse maior volume de acesso e dados trafegando pode representar em uma instabilidade em vários serviços conectados, incluindo provedores e plataformas online. E algumas dessas plataformas começaram a sentir os efeitos do isolamento social.

Nessa semana, o Facebook anunciou um registro de forte aumento no uso dos seus serviços em todo o planeta. Algo que a plataforma descreve como “aumento extremo”, e isso obviamente aconteceu depois do início da pandemia do coronavírus.

 

 

 

Um volume de acesso sem precedentes

 

 

Além de um natural aumento de acessos às plataformas, é preciso considerar que as pessoas estão trocando mais mensagens, vídeos, áudios e vídeos dentro das plataformas. E foi exatamente isso o que aconteceu com o conglomerado de ferramentas comandadas por Mark Zuckerberg: Facbeook, Instagram e WhatsApp registraram um aumento de mais de 50% de mensagens trocadas nas áreas mais afetadas pela pandemia.

Já as videochamadas no Messenger e no WhatsApp mais que dobraram nessas regiões. Algo mais que esperado, pois muitos usuários isolados estão apelando para as chamadas de vídeo, para assim se manterem conectadas com parentes e amigos distantes. Na Itália, um dos países mais afetados pela crise epidemiológica, o tempo de chamadas em grupo (com três ou mais participantes) aumentou mais de 1.000% durante o último mês.

O normal é que qualquer plataforma comemore um aumento de audiência e uso tão expressivos. Porém, na prática, esse pico de acessos nas ferramentas se tornou um grande problema para o Facebook, pois tais funcionalidades não se convertem em dinheiro para a plataforma. Além disso, as receitas em publicidade estão caindo, especialmente nos países que adotaram medidas mais agressivas para conter o coronavírus (e isso inclui o Brasil: os valores pagos por publicidade nos sites simplesmente despencou).

O Facebook alega que é capaz de suportar picos esporádicos, como durante os Jogos Olímpicos ou na véspera de Ano Novo, quando tem tempo de sobra para se prepararem para a maior demanda. O aumento do uso dessas plataformas por causa do coronavírus é algo sem precedentes, e vem aumentando a cada dia.

Sem falar que o Facebook também está trabalhando com um time reduzido, com boa parte dos seus funcionários trabalhando em modo home office. No final das contas, tal e como diz Mark Zuckerberg, a rede social está tentando manter as suas luzes acesas.

 

 

Via The Verge


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