O Brasil está na posição 125 de 190 no Índice de Facilidade para Fazer Negócios do Banco Mundial. Mas isso não foi empecilho para o colombiano David Vélez e seus sócios se estabelecerem com o Nubank em nosso país.

Quando o Nubank entrou, cinco bancos dominavam o setor financeiro no Brasil, e em um mercado complicado o suficiente para gigantes como Citibank ou HSBC não cumprirem com suas expectativas no nosso país.

Logo, é quase surpreendente que uma empresa fundada em 2013 conseguisse cravar os dois pés no Brasil. A empresa criada por David Vélez, Edward Wible e Cristina Junqueira se transformou em uma das empresas mais valorizadas em nosso país, superando recentemente a marca de US$ 1 bilhão de valor de mercado, ficando na segunda posição do ranking envolvendo empresas “unicórnio”, atrás do 99Taxi, financiada por Didi Chuxing.

A Nubank é hoje o maior banco digital fora da Ásia. Uma façanha, mesmo com todas as dificuldades que a empresa enfrenta por aqui.

Vélez entende que tem muitos erros na indústria financeira que precisam ser corrigidos, e ele viu uma oportunidade de negócio que era o fim de muitas frustrações para os clientes de bancos.

Ficar em filas de banco é algo bem chato, mas no Brasil, ainda tem como complicador o roubo de entidades bancárias, o que torna comum medidas de segurança mais complexas para os clientes.

 

 

A proposta da Nubank era inovadora: não contar com agências físicas e todas as suas transações são realizadas em meios digitais. Suas taxas eram realmente baixas, em comparação com outros bancos que chegavam a cobrar até 400% de tarifas.

O atendimento ao cliente é feito pelas redes sociais, por e-mail ou por seu aplicativo para smartphones. O Nubank é contra a burocracia ineficiente, e procura escutar a opinião dos clientes, com o objetivo de fidelizá-los cada vez mais.

Depois de se formar em Engenharia e ter feito mestrado em Administração de Empresas na Universidade de Stanford, Vélez trabalhou em várias empresas de tecnologia e financeiras. Hoje, ele está no comando do Nubank, e seu modelo de negócio se conecta diretamente com a geração millennial, que dá preferência para os serviços digitais.