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Comparando a tela do Switch 2 com os rivais

Com a chegada do Nintendo Switch 2 ao mercado, todos os tipos de testes são feitos, observando os mais diversos aspectos do console híbrido. E o seu tamanho total é um dos aspectos a serem analisados.

Levando em consideração que ele é um híbrido, ou seja, um produto que pode funcionar como desktop e console portátil, o Switch 2 ser comparado com um Xbox não é nenhum absurdo. Mas o mais esperado mesmo é que modelos como Steam Deck e o ASUS ROG Ally sejam o objeto principal do estudo.

Por isso, apresentamos nesse artigo alguns comparativos de tamanho envolvendo o Nintendo Switch 2 e alguns de seus concorrentes diretos (e indiretos).

 

Uma evolução comparado ao Switch original

O Nintendo Switch 2 representa um salto significativo em dimensões quando comparado aos modelos predecessores da própria Nintendo. A nova tela LCD de 8 polegadas supera consideravelmente os 6,2 polegadas do Switch original.

A diferença torna-se ainda mais impressionante quando analisada em área útil de display. Especialistas apontam que a superfície da tela do Switch 2 alcança quase o dobro da área disponível no primeiro modelo da linha, representando um avanço substancial na experiência visual portátil.

Mesmo comparado ao Switch OLED, que já possui 7 polegadas, o novo console mantém superioridade dimensional. O aproveitamento do espaço disponível no Switch 2 chama atenção positivamente, com bordas otimizadas que superam a eficiência do modelo OLED atual.

A distância para o Switch Lite torna-se ainda mais acentuada. O modelo compacto, com apenas 5,5 polegadas, fica completamente distante da proposta dimensional do Switch 2, que abandona definitivamente o conceito de console “de bolso”.

O único “revés” do Switch 2 é mesmo não contar com uma tela OLED, algo que deve ficar para um segundo momento.

 

Confronto com concorrentes portáteis

O Steam Deck, referência em portáteis robustos, encontra no Switch 2 um rival dimensional direto. Apesar da tela potencialmente maior no console da Nintendo, a espessura reduzida pode conferir melhor sensação de portabilidade ao novo dispositivo.

As bordas do Switch 2 mantêm proporções similares às molduras do Switch OLED, demonstrando continuidade no design otimizado. Essa característica pode contribuir para uma pegada mais confortável, mesmo com o aumento dimensional geral.

O ROG Ally, outro portátil com 7 polegadas, fica aquém das dimensões da tela do Switch 2. Os dois consoles ocupam espaço similar em largura e altura, mas o console da Nintendo apresenta vantagem na espessura, resultando em perfil mais elegante e transportável.

 

Comparação inusitada com consoles de mesa

Uma das revelações mais surpreendentes emerge na comparação com o Xbox Series S. O Switch 2 aproxima-se do console de mesa da Microsoft nas dimensões, evidenciando tanto o crescimento do portátil quanto ao formato mais compacto do Series S.

A paridade dimensional sugere que a Nintendo priorizou robustez e qualidade visual sobre a máxima portabilidade, seguindo tendência observada em outros dispositivos portáteis modernos.

E o comparativo aqui é menos absurdo do que parece, já que o Xbox Series S pode ser considerado um “portátil”, justamente por causa de suas dimensões reduzidas.

 

Estratégia técnica e mercadológica

O tamanho maior do novo console reflete a estratégia clara da Nintendo em responder à crescente demanda por experiências visuais superiores em dispositivos portáteis. A resolução 1080p no modo portátil e suporte 4K via dock justificam o investimento na tela maior.

Tecnologias como HDR10 e VRR de até 120 Hz complementam a proposta de qualidade visual aprimorada do console, posicionando o Switch 2 como um competidor direto com portáteis mais poderosos, mantendo a versatilidade híbrida característica da marca.

A otimização da espessura demonstra que a Nintendo buscou equilibrar tamanho e portabilidade. O resultado promete manter a praticidade do uso móvel, mesmo com dimensões maiores, preservando a essência híbrida que define a linha Switch e melhorando a sua portabilidade.

A única coisa que pega em um produto como esse é o seu preço. R$ 4.499 no Brasil passa bem longe de ser acessível ou tangível, deixando essa tecnologia toda apenas para quem pode pagar.

O que é uma pena.

 

Via The Verge