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Como vencer a “lixeira virtual” do WhatsApp

Você pode até pensar que o seu iPhone ou smartphone Android está ficando cheio porque você é um usuário exigente, vive baixando apps pesados ou grava muitos vídeos em 4K. Nada mais justo, já que é o que a maioria dos usuários mais faz no dispositivo hoje.

Mas a verdade é que o verdadeiro vilão pode estar bem debaixo do seu nariz — ou melhor, no seu WhatsApp. O mesmo aplicativo de mensagens que você maltrata todo dia com grupos de bom dia e correntes da sua tia também está empanturrando o armazenamento do seu telefone com arquivos que você nunca pediu para guardar.

O WhatsApp esconde algumas características que podem transformá-lo no melhor depósito de tralhas e inutilidades que o seu smartphone NÃO quer. E neste artigo, contamos o que você precisa fazer para evitar a superlotação de lixo em forma de dados na memória do telefone.

 

Quando fazer tudo no automático é um problema

Por padrão, o WhatsApp faz o favor (ironia, tá?) de baixar automaticamente todas as fotos, vídeos e áudios que seus contatos enviam. E essa conveniência pode se tornar um problema para os mais desavisados.

O resultado disso é um acúmulo silencioso de mídia inútil que, no caso dos iPhones, ainda tem um bônus especial: se você ativar a opção “Salvar em Fotos”, os arquivos são duplicados.

Ou seja, o mesmo vídeo da reunião de condomínio aparece duas vezes: uma no app Fotos e outra escondida na pasta do WhatsApp — essa última funciona como uma espécie de lixeira que ninguém pediu.

No Android, o problema é diferente, mas não menos irritante. Os arquivos vão para uma pasta pública chamada “WhatsApp/Mídia”, que é detectada por aplicativos de galeria, tipo o Google Fotos.

Com isso, seu álbum de família agora inclui memes cafonas, vídeos de churrascos alheios e stickers fora de contexto.

E é inacreditável como nem o Meta, nem a Apple e nem o Google trabalham de forma decente para tentar resolver a situação.

Ou o usuário que lute para gerenciar o armazenamento livre no dispositivo, ou fica na dependência de produtores de conteúdo que apresentam soluções para o assunto.

E eu estou entregando esse conteúdo praticamente de graça para você.

Pense nisso.

 

Tem como resolver esse problema?

Sim. É possível colocar ordem nessa bagunça.

No iPhone (iOS), vá em Configurações > Bate-papos e desative a opção “Salvar em Fotos”. Isso impede que as fotos e vídeos recebidos sejam duplicados.

E se quiser realmente economizar espaço no smartphone da Apple, vá em Armazenamento e Dados > Gerenciar Armazenamento e exclua os arquivos chat por chat — como se fosse uma faxina de gaveta.

Já no Android, a salvação está em Configurações > Armazenamento e Dados e depois em Download Automático. Desmarque tudo em “Com dados móveis” e “Com Wi-Fi”.

Pronto: a partir daí você escolhe manualmente o que vale a pena baixar.

Para apagar o que já está lá, basta acessar a galeria ou usar o próprio WhatsApp para gerenciar os dados.

E tudo isso é muito irônico.

O WhatsApp até tenta fingir que é discreto, mas age como aquele hóspede folgado que usa todas as toalhas, deixa o banheiro molhado e ainda reclama da comida.

Se você não colocar limite, ele ocupa todo o espaço livre no armazenamento do seu smartphone — e ainda diz que é por sua segurança.