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Como transformar o FOMO em JOMO

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Se você acordou hoje apressado dando uma cambalhota na cama ou acordou com o smartphone na sua cara, é sinal de que ou você ficou a madrugada inteira fazendo sexo virtual, ou perdeu tempo demais na noite anterior assistindo a todos os Reels possíveis no Instagram.

Seja como for, você está fazendo isso da forma errada. E, muito provavelmente, sofre de FOMO.

Fato: todos nós somos vítimas da internet, em maior ou menor grau. E precisamos refletir um pouco sobre essa necessidade em permanecer conectados o tempo todo, o dia inteiro, consumindo todos os conteúdos possíveis e imagináveis que a rede mundial de computadores (e smartphones, porque não) pode nos oferecer.

 

 

 

Sim… a síndrome de FOMO existe

Se é síndrome, é sinal de que isso não é bom.

FOMO é a sigla de Fear Of Missing Out, ou Medo de Perder Algo. Ela é real, e é preocupante.

Muitos usuários de smartphones estão sofrendo de FOMO, pois declaram o medo de perder eventos, notícias ou atualizações de alguém ou alguma coisa caso estejam em um local onde a conexão de internet é ruim ou inexistente.

E não precisamos recorrer aos dados de especialistas para confirmar tal comportamento. Você ou muitas pessoas que você conhece contam com o hábito de verificar o smartphone a cada 15 minutos, ou de ler as redes sociais antes de dormir ou logo depois de acordar.

Para muitos, ir ao banheiro logo depois de acordar vai além de uma necessidade fisiológica, mas também é aquela hora de dar aquela boa olhada no Twitter para saber o que rolou durante a madrugada.

Uma geração inteira está sofrendo de FOMO. Muitos acham isso algo absolutamente normal. Já outros entendem que essa é uma questão de saúde mental, e que este problema ou síndrome deve ser tratado com a devida atenção e respeito.

 

 

 

Os smartphones como agravantes

O FOMO já existia antes da chegada dos smartphones, mas foi este dispositivo que agravou o cenário. Ele e a popularização das redes sociais e dos aplicativos de mensagens instantâneas, obviamente.

Hoje, podemos entrar em contato com qualquer pessoa a partir de qualquer lugar. E não queremos perder isso. Esse medo existe porque, antes do FOMO, a humanidade desenvolveu a nomofobia, ou o medo das pessoas em esquecer o celular em casa ou no escritório.

A maioria das pessoas se sentem peladas se deixam o celular em casa ou se ficam sem internet no smartphone. Sem falar na ansiedade que se sente quando o dispositivo fica sem bateria, sem cobertura de sinal ou qual é perdido ou esquecido em algum lugar.

Isso não é um exagero da minha parte ou um treinamento. Eu mesmo sei que sofro de nomofobia, e sei que isso não é saudável para mim. Por isso, tento me desligar da dependência do smartphone, indo ao cinema ou jantares com amigos sem o dispositivo. Apenas para aproveitar a experiência.

Por outro lado, é preciso olhar para o problema sem os exageros que foram ditos para nós nos últimos anos.

Muito provavelmente você já ouviu ou leu a lenda urbana que as pessoas chegam a consultar o smartphone 150 vezes por dia. Esse dado e completamente falso, mas viralizou, mesmo sem qualquer base científica ou a partir de uma estimativa sem fundamento.

Por outro lado, pode ser que algumas pessoas realmente acabem acessando o smartphone em um número próximo dessa média, o que pode ser mais um reflexo desse medo que as pessoas desenvolveram em perder alguma coisa que está acontecendo na internet naquele momento.

 

 

 

O problema não é a internet. Somos nós

É fato que existe uma avalanche de dados na internet, e o uso dos smartphones facilitou a chegada dessa montanha de informações até nós. Mas os dados sempre estiveram lá. Cabe a nós o gerenciamento em como vamos consumir essas informações.

Usar um agregador de notícias pode ser uma forma muito inteligente e eficiente em gerenciar quais são os conteúdos que realmente vão chegar até nós, evitando o incômodo comportamento em ficar saltando de site em site sem muito propósito.

Além disso, algumas iniciativas e ferramentas online podem condicionar os usuários a compartilhar apenas um link por dia, o que pode ajudar a limitar o problema e modificar os hábitos daqueles que são viciados em compartilhar qualquer coisa nas redes sociais.

De fato, algumas pessoas que sigo nas redes sociais contam com a irritante tendência em compartilhar 60 ou 70 links por dia no Twitter, e eu não tenho tempo para consumir tanta informação em apenas cinco ou seis horas de trabalho diário na frente do computador.

E aqui, mais uma vez, temos as redes sociais como principal fonte dos problemas. Até porque essa é a principal via de informação para muitas pessoas neste momento. E se não modificarmos nossos hábitos, somo superados pelo enorme fluxo de notícias e informação que chega através dos usuários dessas plataformas.

 

 

 

Então… qual é a solução?

Tentar se controlar e, principalmente, se desintoxicar.

Você não precisa ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no mundo e, principalmente, comentar tudo o que acontece. De verdade: ninguém se importa com a minha ou com a sua opinião. E ninguém se importa com a opinião política de sua avó, viúva do Brigadeiro Sayão.

Vale a pena por conta própria reduzir o uso do smartphone no dia a dia. Inserir em sua rotina horários em que você vai fazer outras coisas, como ler ou ver TV e, nesse tempo, o seu telefone ficará bem longe, no silencioso ou desligado.

Além disso, vale a pena reorganizar a forma em como você usa as redes sociais. Quem sabe manter apenas aquelas pessoas ou contas que compartilham conteúdos mais interessantes e de forma mais pontual, sempre priorizando a relevância daquela informação.

Aprender a se controlar e enfrentar de frente as sensações e pensamentos negativos que podem aparecer com essa possível abstinência do smartphone pode ser a chave para resolver problemas que devem estar presentes na sua vida e você nem está percebendo.

Transtornos como a nomofobia e o FOMO podem ser trabalhados com a mudança de hábitos diários, mas não hesite em procurar ajuda profissional, se necessário. Ou quem sabe conversar com algum amigo para alimentar em você a engenharia social necessária para voltar a ter uma vida minimamente normal.

Quem sabe você não consegue transformar o FOMO no JOMO (Joy Of Missing Out, ou Felicidade Por Perder Algo) e, com isso, acordar dando saltos mortais de alegria e satisfação… sem ter o smartphone caindo na sua cara, é claro.


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