Proteger as crianças dos perigos presentes no mundo virtual é um grande desafio, ainda mais em um mundo com dispositivos móveis cada vez mais completos e acessíveis.

No passado, os computadores eram a ameaça. Agora, são os smartphoes e tablets os principais alvos de cibercriminosos e cyberbullies.

Além de dispositivos com preços cada vez mais acessíveis, temos uma geração mais propensa a compartilhar informações pessoais, fotos e vídeos, onde os perigos se tornam evidentes. Afinal de contas, uma vez na internet, fica nela para sempre.

 

 

As principais ameaças online

Um estudo da ESET revela que sites inapropriados, muito tempo online, apps móveis inadequados e o bullying online são alguns dos principais fatores de risco que mais inquietam os pais.

Mesmo assim, ainda é difícil determinar o número total de crianças e jovens afetados por essa problemática, ou daqueles que fazem um uso irresponsável da internet. Uma estimativa de 2015 aponta para que 1 em cada 3 usuários de internet são crianças, de modo que é preciso agir de forma preventiva para educar os mais jovens sobre esses perigos.

As crianças estão entrando no mundo virtual cada vez mais cedo, e isso resulta em um maior índice de bullying nas principais redes sociais.

É fundamental que, como em tantos outros aspectos relacionados com a educação, que dentro de casa comecem a desenvolver essa consciência do que é ou não seguro na internet. O estudo da ESET revela que 71% dos pais consideram que o seu filho pode fornecer informações pessoas para um estranho.

Então… o que fazer para evitar esse comportamento de risco?

 

 

Cinco dicas para os pais

1. Crie uma conta de usuário para a criança: o papel de administrador dessa conta sempre deve ser desempenhado por um adulto.
2. Atualização permanente do software antivírus.
3. Monitorização do histórico do navegador da criança: converse com ela sobre a importância dessa medida.
4. Controle do recurso da câmera na captura e compartilhamento de fotos e vídeos.
5. Verificação das configurações do perfil da criança nas redes sociais: um perfil público sem limitações pode comprometer a integridade da criança.

 

Cabe aos pais em tomar a iniciativa de proteger os seus filhos sobre os perigos da internet, antecipando-se a potenciais ameaças, e obtendo informações sobre as formas mais eficientes de garantir um ambiente seguro para todos.

Alguns softwares ajudam a determinar o tempo que seu filho pode ficar na internet, as páginas que ele pode visitar, permitir ou restringir o acesso a jogos ou monitorizar a localização da criança.

O controle dos pais é uma poderosa ferramenta que, com a devida participação e interação da criança, oferece uma maior segurança online.