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Estamos cercados de tecnologia por todos os lados, e toda essa tecnologia depende de algoritmos para funcionar. Os sistemas informáticos, gadgets, softwares, redes sociais, produtos de casas inteligentes e outros dispositivos eletrônicos recebem esses códigos que, trabalhando com a inteligência artificial, interferem em nossa vida digital de forma muito mais profunda do que você pode imaginar.

Recentemente, foi descoberto que os algoritmos do Twitter promoviam uma espécie de “segregação racial” na promoção de usuários e eventos realizados por eles dentro da rede social. Não vou chamar o algoritmo de racista, pois até que se prove o contrário, o software não foi desenvolvido para esta finalidade.

Nesse momento, muitas pessoas estão pensando se vale a pena permanecer nas redes sociais, ao mesmo tempo que analisam os riscos que podem implicar deixar dados, fotos pessoais e localização rastreável para algoritmos e softwares de inteligência artificial. Por isso, vale a pena conferir quais são os principais campos de nossas vidas que os algoritmos mais influenciam.

E, na maior parte do tempo, a gente nem fica sabendo disso.

 

 

 

Escolhendo quem você conhece

 

 

As sugestões de amizades em plataformas como Facebook e Instagram não são baseadas apenas nas relações interpessoais que temos com as pessoas do mundo real. Pelo contrário: talvez a coisa mais artificial e menos espontânea que existe é justamente as sugestões para novas amizades realizadas pelas redes sociais de Mark Zuckerberg.

Aliás, é muito difícil aceitar hoje que os novos contatos que estabelecemos nas redes sociais podem ser chamados de nossos amigos. Amigo de verdade é aquele que liga para você quando seu corpo está no chão e não faz julgamentos diante das quedas e hematomas.

O máximo que você pode considerar no Facebook é: um novo contato virtual dentro da rede social. Para ser seu amigo, precisa comer um quilo de sal junto. Pelo menos.

Mesmo assim, os algoritmos do Facebook podem determinar quem pode ser ou não seu amigo, baseado nos contatos que você já tem na rede social e, principalmente, em toda a sua atividade dentro da plataforma. Tudo o que Mark Zuckerberg sabe sobre você vira dados que são vendidos para publicidade dentro da plataforma. E quanto mais pessoas ficarem conectadas na rede social com os mesmos interesses, melhor é para os anunciantes, que encontram mais pessoas para divulgar produtos e serviços.

Ou seja, o seu novo “amigo” no Facebook nada mais é do que o resultado de um algoritmo que só quer saber mais sobre você para lucrar em cima do seu comportamento dentro da rede social. Por isso, tente fazer um filtro sobre quem realmente merece fazer parte da sua lista de contatos dentro da plataforma.

 

 

 

A bolha de informação

 

 

Muitas pessoas se informam pelas redes sociais, o que pode ser um enorme perigo. Boa parte das informações publicadas no Facebook são falsas, distorcidas ou inventadas por mentes desocupadas e mal intencionadas. E os algoritmos podem potenciar a expansão desse tipo de informação enganosa.

Além disso, as redes sociais podem manter os usuários menos conscientes sobre as práticas adotadas por ciber criminosos em uma bolha de desinformação, com um arsenal de notícias falsas e distorcidas. E esses usuários ajudam a promover a desinformação, seja pela ignorância ou porque são igualmente mal intencionadas.

É importante ter um bom senso para evitar cair nesse tipo de mecânica, ou mesmo moderar o uso ou até sair das redes sociais. Dessa forma, podemos evitar que algoritmos afetem a nossa vida de forma bem séria, já que as fake news contam com um enorme efeito destrutivo para todos os envolvidos.

As redes sociais afirmam que estão trabalhando para corrigir os algoritmos propensos a potenciar as notícias falsas. Mas enquanto o problema não é resolvido em definitivo, todo cuidado é pouco.

 

 

 

Isto é o que você quer comprar

 

 

Algoritmos estão monitorando todas as suas atividades na internet, incluindo é claro as suas pesquisas sobre futuras compras ou produtos que você pretende comprar (ou não). Através dessas informações, você recebe publicidade sobre esses produtos e serviços.

É o tipo de monitorização de dados que não é algo desejado por muita gente. Em teoria, todo mundo deveria ter o direito de navegar pela web sem ser incomodado ou bisbilhotado. Porém, uma vez na internet, a privacidade é algo que desaparece. Por isso, é você quem precisa se defender dessas práticas.

A navegação em modo anônimo pode ajudar a driblar os algoritmos, mas não resolve o problema como um todo. De qualquer forma, é preciso ficar de olho nas pesquisas que você realiza no Google. Procure ter o bom senso de sempre pesquisar por coisas que não acabem provocando como resultados a publicidade de produtos que podem causar um certo constrangimento durante a visualização de páginas web com outras pessoas.


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